Os preços dos combustíveis deverão descer já na próxima semana, com reduções mais expressivas no gasóleo, que pode ficar até 10 cêntimos mais barato. A expectativa surge depois do recente entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, que está a aliviar a pressão sobre o mercado do petróleo.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a descida poderá rondar os 6 cêntimos na gasolina e atingir cerca de 10 cêntimos no gasóleo, caso as previsões venham a confirmar-se. A confirmação oficial só deverá surgir na sexta-feira, com a atualização habitual do Automóvel Clube de Portugal.
A concretizar-se este cenário, será uma inversão clara da tendência registada no início da semana. Na segunda-feira, o gasóleo tinha já descido cerca de 2,6 cêntimos, enquanto a gasolina registava uma ligeira subida de meio cêntimo. Agora, o movimento esperado é mais expressivo e generalizado, o que poderá trazer algum alívio aos consumidores.
Acordo internacional pressiona preços do petróleo
Na origem desta descida está o recente memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos e o Irão, que veio reduzir a tensão no Médio Oriente e desbloquear uma das principais rotas energéticas do mundo. O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quarto do petróleo e gás global, deverá ser reaberto de imediato.
O impacto nos mercados foi praticamente imediato. O preço do petróleo Brent, referência na Europa, caiu cerca de 3% antes da abertura das bolsas europeias, fixando-se nos 77 dólares por barril. Trata-se do valor mais baixo desde o início de março.
Também o petróleo WTI, referência norte-americana, acompanhou a tendência, recuando mais de 3% para perto dos 74 dólares por barril. Esta descida reflete uma expectativa de maior oferta no mercado global, depois de meses marcados por constrangimentos no transporte e pela incerteza geopolítica.
A guerra no Médio Oriente, iniciada no final de fevereiro, tinha contribuído para uma escalada significativa dos preços do crude. Na altura, o Brent negociava perto dos 72 dólares por barril, mas acabou por subir de forma acentuada devido ao bloqueio do estreito de Ormuz e à instabilidade na região.
Mercados reagem com cautela positiva
A reação dos mercados financeiros ao acordo foi, no geral, positiva. As principais bolsas asiáticas registaram ganhos expressivos, com o índice Nikkei, no Japão, a subir quase 1,8% e o Kospi, na Coreia do Sul, a avançar 2,6%. Na China, a bolsa de Shenzhen também apresentou ganhos ligeiros.
Nem todas as praças acompanharam a tendência em alta. O Hang Seng, em Hong Kong, recuou mais de 2%, refletindo alguma cautela entre os investidores. Já na Europa, os futuros apontavam para uma abertura com ligeiras quedas, enquanto nos Estados Unidos se antecipavam ganhos, sobretudo no índice tecnológico Nasdaq.
Segundo a mesma fonte, o efeito mais imediato desta mudança deverá sentir-se precisamente nos preços dos combustíveis, que acompanham de perto a evolução das cotações internacionais do petróleo. Resta agora confirmar se o alívio previsto se concretiza nas bombas já a partir da próxima semana.
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