A Organização de Consumidores e Utilizadores (OCU) espanhola recomenda que não se mantenha mais do que o equivalente a três meses de ordenado numa conta bancária. A razão deste montante? Evitar riscos em caso de imprevistos e garantir uma gestão financeira mais segura e rentável.
Manter todos os fundos numa conta corrente pode parecer prático, mas não é eficaz. De acordo com o jornal digital espanhol El Diario, a OCU considera que, para quem aufere 1.400 euros mensais, bastam cerca de 4.200 euros para cobrir emergências como avarias, despesas médicas inesperadas ou contas extraordinárias.
Mais conforto, menos rentabilidade
Contas correntes raramente geram juros. Deixar valores superiores ao recomendado equivale a ter o dinheiro “parado”. Além disso, se surgir um débito inesperado e o saldo for insuficiente, o banco pode aplicar comissões de descoberto.
Outro risco identificado pela OCU é a perda de protecção caso o montante ultrapasse 100.000 euros. Este é o limite garantido pelo Fundo de Garantia de Depósitos em caso de falência bancária. A solução é simples: diversificar o património por várias instituições financeiras.
Em termos práticos, o limite de 100 000€ por depositante e por banco significa que, se a sua instituição falir, o Fundo de Garantia de Depósitos apenas lhe reembolsa até esse valor, qualquer montante que exceda os 100 000€ fica fora da proteção estatal e pode perder-se total ou parcialmente no processo de liquidação.
Por isso, quem acumula poupanças superiores deve dispersá-las por várias entidades, ou recorrer a produtos cobertos por outros mecanismos de garantia, de forma a manter cada saldo individual abaixo do teto assegurado. Assim, maximiza a segurança do património e evita expor uma parte significativa das economias a riscos imprevistos.
Alternativas seguras para investir o excedente
Para poupanças com horizonte inferior a um ano, a OCU sugere depósitos a prazo de 12 meses. Para metas a médio e longo prazo (cinco a dez anos), recomenda produtos com potencial de rendibilidade, mesmo assumindo alguma volatilidade.
Cada decisão deve ter em conta o nível de rendimentos, a estabilidade profissional e o grau de tolerância ao risco. A OCU lembra que o mais importante é garantir primeiro um “colchão” de três ordenados e só depois pensar em aplicações mais rentáveis.
Regras simples, mas eficazes
Segundo o El Diario, o conselho é claro: não acumule mais do que o necessário na conta do dia a dia. Use esse montante como reserva imediata e procure alternativas mais vantajosas para o restante capital. Estas recomendações visam proteger o consumidor de surpresas desagradáveis e melhorar a saúde financeira das famílias.
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