Quantas vezes já recebeu uma nota e hesitou antes de a aceitar, sem saber se era verdadeira? Contudo, existe um pequeno detalhe, quase sempre ignorado, que pode confirmar em segundos se se trata de uma falsificação. Apesar da sofisticação crescente das notas falsas, este elemento permanece como um indicador praticamente infalível.
Nos últimos anos, a circulação de dinheiro falso voltou a ganhar destaque em Portugal, sobretudo com o aumento das compras em numerário em mercados, cafés e transações entre particulares.
De acordo com o site Leak, especializado em lifestyle, todos os anos continuam a surgir milhares de notas falsas, com maior incidência nas denominações de 20€ e 50€, mas já se registaram casos de falsificações de 5€ devido à facilidade de passar despercebidas.
O método tradicional de verificação
O Banco Central Europeu recomenda um método simples, conhecido como tocar, observar e inclinar. Tocar permite sentir o relevo da impressão, uma característica única das notas legítimas. Observar consiste em verificar a marca de água e o fio de segurança através da luz. Inclinar permite ver as mudanças de cor e os hologramas que se deslocam.
Este conjunto de ações é suficiente na maioria dos casos, mas existe um quarto passo que é menos conhecido e ainda mais difícil de imitar.
Este detalhe secreto reside no número localizado no canto inferior direito das notas de 20€, 50€, 100€ e superiores. O número, que parece meramente decorativo, muda de cor quando inclina a nota, passando de verde-esmeralda a azul profundo.
É um efeito conseguido através de tinta ótica variável, praticamente impossível de reproduzir com impressoras ou scanners domésticos. Muitas notas falsas até conseguem imitar a marca de água, mas falham neste ponto, tornando-o um teste rápido e fiável.
Outros sinais que quase ninguém observa
Além deste número que muda de cor, existem outros elementos de segurança que raramente verifica. O microtexto, composto por pequenos números e letras visíveis apenas com lupa, o holograma dinâmico que altera símbolos e retratos ao movimentar a nota, e o som característico do papel, mais áspero que o papel comum, são todos sinais adicionais de autenticidade.
Se suspeitar que recebeu uma nota falsa, nunca a passe a outra pessoa, pois isso constitui crime. Leve a nota a um banco, que poderá confirmar a autenticidade gratuitamente, ou entregue às autoridades competentes, que a apreenderão. Não há direito a reembolso, pelo que a prevenção é a melhor forma de evitar prejuízos.
Onde mais surgem as notas falsas
De acordo com a mesma fonte, casos reais em Portugal mostram que burlões aproveitam compras rápidas em mercados ou discotecas para passar notas falsas, explorando a pressa, pouca luz ou distração das pessoas.
Plataformas de vendas em segunda mão também registaram situações semelhantes, reforçando a necessidade de atenção redobrada. Para se proteger, verifique sempre as notas maiores e privilegie métodos digitais de pagamento, como o MB WAY, quando possível.
Mesmo com a evolução das falsificações, o número que muda de cor no canto inferior direito continua a ser o indicador mais eficaz para identificar notas falsas, o que segundo a Leak é um gesto simples que pode poupar-lhe transtornos e perdas financeiras no dia a dia.
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