Num contexto de subida do custo de vida em vários países, incluindo os Estados Unidos, uma mãe de cinco filhos relata as dificuldades para sustentar a família, mesmo acumulando, com o marido, até 10 trabalhos diferentes, uma realidade que não chega para pagar todas as despesas.
A história foi partilhada por Chaunie Brusie, numa primeira pessoa publicada no site Business Insider, onde descreve os desafios financeiros enfrentados ao longo dos últimos anos.
Durante uma década, a atividade como escritora independente, que anteriormente assegurava estabilidade financeira, sofreu uma quebra significativa na procura. A redução dos rendimentos levou a uma procura constante por novas oportunidades de trabalho, muitas das quais, segundo o testemunho, não se concretizaram.
Rendimentos insuficientes apesar de múltiplos trabalhos
Esta mãe com cinco filhos admite sentir que perdeu competitividade no mercado de trabalho. Para compensar a perda de rendimentos, o agregado familiar passou a acumular várias fontes de rendimento.
“Entre os dois, somamos 10 trabalhos diferentes. E ainda assim, parece que não é suficiente”, relata, citada pela mesma fonte, sublinhando a pressão financeira que continua a marcar o quotidiano da família.
Apesar da diversidade de ocupações, os rendimentos não têm sido suficientes para cobrir todas as despesas, incluindo encargos básicos como faturas de cartões de crédito.
Desafios acrescidos com uma família numerosa
A gestão do dia a dia é agravada pelo facto de se tratar de uma família numerosa. A responsabilidade pelas tarefas domésticas e pelo acompanhamento dos filhos recai maioritariamente sobre a mãe, o que limita a disponibilidade para empregos fora de casa.
“Não contamos com ajuda externa, assim, ter um trabalho que me obrigue a sair de casa implicaria alterar toda a logística familiar”, explica, referindo dificuldades práticas, como o transporte dos filhos para a escola.
Neste contexto, a solução encontrada tem passado por conciliar vários trabalhos em regime parcial, muitos deles realizados a partir de casa, conforme refere a mesma fonte.
Várias funções para tentar equilibrar as contas
Além da escrita, que continua a desempenhar cerca de 20 horas por semana, a mãe acumula funções como enfermeira em regime remoto, auxiliar de biblioteca e prestação de cuidados ao domicílio, entre outras atividades ocasionais.
Recentemente, investiu ainda numa formação que permite trabalhar como professora substituta na escola da filha, procurando assim compatibilizar a atividade profissional com a vida familiar.
Mesmo assim, algumas oportunidades são recusadas devido à baixa remuneração ou à dificuldade de articulação com outros compromissos profissionais já assumidos.
Procura por alternativas e novas oportunidades
Face às dificuldades, foi também iniciada formação na área imobiliária, com o objetivo de obter uma licença como agente. De acordo com a mesma fonte, a expectativa passa por encontrar uma atividade com maior flexibilidade e potencial de rendimento, embora exista incerteza quanto à viabilidade desta opção.
Por sua vez, o marido mantém um emprego a tempo inteiro como professor, sendo a principal fonte de rendimento do agregado. Paralelamente, acumula ainda atividades na agricultura e carpintaria, contribuindo com rendimentos adicionais.
Situação considerada insustentável
Apesar do esforço conjunto, a situação financeira continua a ser descrita como frágil. Segundo o testemunho, houve meses em que o rendimento total não foi suficiente para cobrir despesas essenciais. “Perceber que nem com 10 trabalhos conseguimos pagar as contas é extremamente desmotivador”, afirma.
A possibilidade de regressar a um emprego a tempo inteiro na área da enfermagem é considerada, mas levanta dificuldades, nomeadamente a necessidade de trabalhar por turnos noturnos e o impacto na organização familiar.
Leia também: Pensões podem mudar? Governo estuda alterações e há dúvidas entre pensionistas
















