A Galp Energia anunciou uma nova atualização dos preços da eletricidade, a vigorar a partir de 1 de julho. Esta será a segunda subida do ano e resulta, segundo a empresa, do agravamento dos custos de aquisição de energia no mercado grossista. Apesar disso, os preços do gás natural permanecerão inalterados.
Subida média de 2,13 euros na fatura mensal
De acordo com o Jornal de Negócios, a Galp exemplifica que, para um casal com um filho e um consumo médio de 260 kWh mensais, a fatura de eletricidade poderá aumentar cerca de 2,13 euros. Neste perfil de consumo, a tarifa por kWh passará de 16 para quase 18 cêntimos, embora a componente de potência contratada desça ligeiramente, de cerca de 31 para 29 cêntimos por dia.
Este aumento segue-se à atualização de abril, altura em que a Galp já tinha aumentado os preços da luz em 4% e do gás natural em 12%. A empresa justificou, na altura, que a medida era consequência do aumento dos preços da energia nos mercados internacionais.
EDP afasta nova subida este ano
Contrariamente à Galp, a EDP garantiu ao mesmo jornal que não procederá a qualquer subida de preços no início de julho, referindo que, após reduções feitas em 2024 e no início de 2025, manterá os valores inalterados até ao final do ano.
Segundo dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a EDP continua a liderar o mercado com 61,2% de quota, seguida pela Endesa (10,8%), Goldenergy (8,6%) e Galp (5,8%).
Mercado livre com ofertas mais competitivas
Conforme o mais recente boletim de ofertas comerciais da ERSE, as propostas mais económicas no mercado livre para o segundo trimestre de 2025 são todas indexadas ao mercado spot. As diferenças mensais, em relação à tarifa regulada, podem ir dos 5,97 euros aos 31,01 euros, dependendo do perfil de consumo. A EDP Comercial e a Eni Plenitude estão entre as mais competitivas.
Campanhas cruzadas ajudam a reduzir a fatura
Segundo a Galp, existem formas de atenuar o impacto da fatura, nomeadamente através de programas de fidelização com outras marcas. Um dos exemplos mencionados é o desconto médio de 11,40 euros por mês ao abastecer 60 litros de combustível nos postos da Galp, em combinação com parceiros como o Continente.
Recomendamos: União Europeia a ‘apertar’: conheça o valor máximo que pode pagar em dinheiro em Portugal
Pequenos gestos podem fazer a diferença
A ERSE defende que a melhor estratégia de poupança energética começa em casa. Uma das principais recomendações é desligar luzes e equipamentos quando não estão a ser usados. A iluminação representa cerca de 10 a 15% do consumo total doméstico.
Calafetar portas e janelas, bem como isolar tetos e paredes, pode também ajudar a reduzir a necessidade de aquecimento e arrefecimento.
Escolher equipamentos com melhor etiqueta energética
Na aquisição de novos aparelhos, é aconselhado optar por modelos com melhor classificação energética. Um equipamento classificado como “A++” pode ser significativamente mais eficiente do que um com nota “G”.
A substituição de lâmpadas tradicionais por lâmpadas economizadoras pode gerar poupanças até 80% na energia utilizada para iluminação.
Eliminar o “stand-by” e apostar no uso racional
Desligar completamente os aparelhos, em vez de os deixar em “stand-by”, pode representar uma poupança de 20 euros anuais na eletricidade e uma redução de 100 kg em emissões de CO2, conforme destaca a ERSE.
Manter o frigorífico fechado o máximo possível e verificar o estado das borrachas também são medidas relevantes. Este tipo de equipamento representa 32% do consumo elétrico doméstico.
Aproveitar o sol e usar bem os eletrodomésticos
No inverno, recomenda-se aproveitar a radiação solar através das janelas. No verão, proteger a casa do calor exterior reduz a necessidade de ar condicionado. Vidros duplos e estores exteriores podem contribuir para uma redução de 10% no consumo energético.
Usar as máquinas de lavar com a carga completa e a baixas temperaturas é outra forma eficaz de poupar eletricidade. A ERSE indica que o programa económico pode reduzir o consumo até 46%.
Leia também: Alerta nacional: uma das piores espécies invasoras do mundo já alcançou as praias portuguesas
















