Os telemóveis transformaram-se em cofres digitais. Guardam fotografias, mensagens, contactos e, cada vez mais, dados bancários e informações sensíveis. Esse valor atrai também quem procura explorá-los. Vários especialistas em cibersegurança estão a alertar para aplicações para o telemóvel que, sob a aparência de ferramentas legítimas, escondem código malicioso capaz de aceder a palavras-passe e credenciais financeiras.
De acordo com o jornal económico espanhol El Economista, que acompanha de perto as tendências no setor tecnológico, os smartphones tornaram-se o principal alvo dos cibercriminosos. Muitas vezes, o ataque acontece sem qualquer sinal visível.
Basta instalar uma aplicação aparentemente inofensiva ou clicar num link fraudulento para abrir a porta a software que recolhe informações privadas sem consentimento do utilizador.
VPNs fraudulentas na mira
As atenções recaem agora sobre algumas aplicações de VPN para o telemóvel. Estas ferramentas são normalmente procuradas por quem deseja navegar de forma mais segura e privada, mas, neste caso, acabam por fazer exatamente o contrário. Investigadores da empresa de antivírus Kaspersky identificaram seis aplicações específicas que devem ser removidas de imediato dos dispositivos.
A lista inclui a MaskVPN, DewVPN, PaladinVPN, ProxyGate, ShieldVPN e ShineVPN. Todas aparentam oferecer serviços de proteção de navegação, mas, segundo a mesma fonte, escondem programas maliciosos que podem aceder a dados bancários e pessoais.
O alerta é claro: quem tiver estas aplicações instaladas deve eliminá-las sem demora. A permanência destes programas no telemóvel pode colocar em risco informações como palavras-passe de email, credenciais de redes sociais e, sobretudo, dados relacionados com contas bancárias.
Aumento das vítimas
O fenómeno não é marginal. De acordo com os investigadores, o número de utilizadores afetados por este tipo de aplicações fraudulentas aumentou 89% no terceiro trimestre de 2024.
Este crescimento demonstra a eficácia das técnicas utilizadas pelos atacantes e a facilidade com que conseguem infiltrar-se no quotidiano digital.
A recomendação dos especialistas passa por um princípio simples: descarregar sempre aplicações a partir de lojas oficiais e desconfiar de serviços que prometem funcionalidades avançadas de forma totalmente gratuita.
Ainda segundo o El Economista, a vigilância constante é a única forma de reduzir o risco de ciberataques que, muitas vezes, são silenciosos mas com consequências significativas.
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