Abastecer o carro é rotina para qualquer condutor: encher o depósito, pagar e seguir viagem. Mas um gesto habitual, como levantar dinheiro diretamente na bomba de gasolina, pode esconder riscos sérios para quem não está atento.
À superfície, trata-se apenas de conveniência. Os terminais estão ali para poupar tempo a quem não quer entrar na loja. Mas, de acordo com a Leak, site especializado em lifestyle, estes equipamentos são frequentemente alvo de burlões que encontram nos postos de combustível um terreno mais vulnerável do que nas agências bancárias ou nos centros comerciais.
Porque as bombas são mais frágeis
A principal diferença está na exposição. Muitas destas máquinas estão ao ar livre, com menos vigilância e localizadas em zonas de passagem rápida.
À noite, o risco aumenta: menos clientes, menos funcionários presentes e mais tempo para manipular discretamente os terminais. Este contexto cria condições ideais para a instalação de dispositivos clandestinos de clonagem.
O que é um skimmer
Os chamados skimmers são pequenos aparelhos colocados na ranhura do cartão ou no teclado. A sua função é copiar os dados do cartão e, muitas vezes, registar o código PIN.
Os dispositivos podem ser quase imperceptíveis, o que os torna especialmente perigosos em locais onde os condutores tendem a agir com pressa.
Casos em Portugal
Nos últimos anos, surgiram investigações ligadas a burlas em terminais de combustível em território nacional. As vítimas só se aperceberam do problema dias depois, ao detetarem movimentos anómalos nas suas contas.
De acordo com a mesma fonte, em vários casos o dinheiro foi levantado no estrangeiro poucas horas após o pagamento na bomba.
O mesmo acontece, uma vez que os dados copiados circulam rapidamente em redes de crime organizado, que aproveitam o intervalo entre o roubo e a deteção para esvaziar contas.
Como minimizar riscos
Mesmo com este cenário, há formas simples de reduzir o risco. Levantar dinheiro dentro da loja é mais seguro, porque os terminais estão sempre sob vigilância.
Antes de usar a máquina, vale a pena observar bem o equipamento: puxar ligeiramente a ranhura do cartão ou o teclado pode revelar algo fora do normal.
Cobrir o PIN com a mão, optar por cartões com limites mais baixos e ativar alertas no banco ajuda ainda a detetar qualquer movimento suspeito a tempo.
Multibancos dentro de bancos
Os terminais instalados em agências bancárias são considerados mais seguros, devido às câmaras de vigilância e às inspeções regulares. Já os das bombas, ainda que práticos, ficam mais expostos e com menor controlo.
Segundo a Leak, a conveniência tem um preço que cada condutor deve ponderar. A maioria das transações decorre sem incidentes, mas basta um único terminal adulterado para transformar uma rotina banal num caso de burla sofisticada.
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