Os fãs do piloto português Miguel Oliveira (BMW) presentes no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, vibraram com o terceiro lugar do luso na segunda corrida do fim de semana no Mundial de Superbikes.
“Todos diziam que ele precisava de meia época para chegar ao pódio e ele faz três pódios seguidos. É único”, afirma à agência Lusa André Silva, um dos muitos admiradores que aguardava a chegada do português ao palco onde está instalado o pódio.
Vindo da zona do Porto, André Silva diz que o terceiro pódio do piloto português nas três corridas disputadas este fim de semana não desilude os fãs: “Há bons pilotos e já estão nesta competição há muito tempo”.
Muitos dos fãs optaram por assistir através dos ecrãs gigantes montados no palco do ‘paddock’ e aplaudiram Miguel Oliveira quando, logo no início, passou para o segundo lugar e, pouco depois, manifestaram resignação quando voltou ao terceiro.
Já numa das bancadas amovíveis, também junto à zona do ‘paddock’, os admiradores do ‘Falcão’ bateram palmas e gritaram palavras de incentivo à sua passagem pela curva 5 do autódromo, que se intensificaram com o aproximar do fim da corrida.
Com a luta renhida entre o português e o britânico Alex Lowes (Kawasaki) na parte final, quem assistiu através dos ecrãs aplaudiu sempre que Miguel Oliveira se distanciava do rival.
E, quando o português cortou a meta no terceiro lugar, muitos respiraram de alívio e, logo de seguida, começaram a ouvir-se cânticos para Miguel Oliveira.
O piloto português terminou hoje na terceira posição a segunda corrida do fim de semana no Mundial de Superbikes, em Portimão.
Oliveira, que partiu do terceiro lugar da grelha, terminou atrás do italiano Nicolò Bulega (Ducati) e do espanhol Iker Lecuona (Ducati).
Foi o terceiro pódio em três corridas disputadas, este fim de semana, no Algarve, para o piloto português, depois da primeira corrida, no sábado, e da Superpole de hoje.
Esta etapa do Campeonato do Mundo de Superbikes no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, a segunda do calendário, teve o piloto luso da BMW Miguel Oliveira como um dos principais atrativos para o público português.
Com a livre circulação do público pelo ‘paddock’, como é habitual nas Superbikes, as traseiras da ‘box’ de Miguel Oliveira foram sempre muito concorridas, com os fãs a concentrarem-se na esperança de tirar uma fotografia ou, pelo menos, de o verem.
Ao longo do fim de semana e por diversas vezes, admiradores, quase sempre equipados a rigor com roupa ou acessórios alusivos a Miguel Oliveira, tiveram essa sorte.
No corredor formado pelos camiões e por outras estruturas das equipas no ‘paddock’, formava-se um ‘vaivém’ de aficionados que puderam observar as movimentações dos elementos das equipas nas traseiras das ‘boxes’.
Num outro espaço do ‘paddock’, estava instalado um palco onde os fãs podiam seguir as competições com comentários de um elemento da organização e, ao lado, havia expositores de motos e acessórios e produtos oficiais das Superbikes, entre outros.
Já no final de cada corrida, em ambiente de festa, criava-se um corredor, com ‘apaixonados’ pelo mundo das duas rodas de um lado e do outro, por onde passavam os três primeiros a caminho do pódio que estava instalado nesse palco.
Oliveira satisfeito com pódio, mas admite muito trabalho pela frente
O piloto português Miguel Oliveira (BMW) mostrou-se hoje satisfeito com os resultados e potencial demonstrado no Mundial de Superbikes em Portimão, mas reconheceu que ainda tem “muito trabalho pela frente” para alcançar melhores prestações.
Em declarações aos jornalistas no final desta etapa portuguesa das Superbikes, Miguel Oliveira admitiu que o terceiro lugar “era o máximo possível de ambicionar, sem acontecer nenhuma queda”.
“Ontem [sábado] à tarde beneficiei de uma queda, mas hoje, tanto de manhã, como agora à tarde, foram dois terceiros lugares sem espinhas. Ainda assim, estou contente com o fim de semana e com o potencial que demonstrámos”, afirmou.
Miguel Oliveira assumiu ter sofrido “mais um bocadinho nesta corrida” do que nas anteriores desta etapa, aludindo à luta renhida pelo terceiro lugar, já na parte final, com o britânico Alex Lowes (Kawasaki).
“A certa altura, simplesmente, tive de pensar que não tinha ninguém atrás para me concentrar apenas na minha condução, mas consegui”, realçou, assinalando que, quando está em jogo um terceiro lugar, “é sempre mais difícil” segurar a posição.
Apesar de estar satisfeito com o fim de semana em Portimão, o piloto português considerou que ainda tem “muito trabalho pela frente”, referindo que essa necessidade “deu para ver através dos tempos por volta”.
“Já conseguimos melhorar em relação à primeira ronda, em Phillip Island [Austrália], e temos, agora, duas semanas para preparar a próxima corrida”, salientou, mostrando-se “expectante, de mente aberta e motivado” para o futuro.
Oliveira disse ainda estar orgulhoso por “poder ser o motivo” de ter havido “tantos espetadores no autódromo para ver as Superbikes”, concluindo que “é um sinal que os fãs e a comunidade estão a virar-se um bocadinho para este campeonato” para o ver.
“O que mais me deixa contente este fim de semana é que pude fazer o público desfrutar das minhas corridas e da minha condução e, no final, estar no pódio é igualmente recompensador, mesmo que seja na terceira posição”, acrescentou.
O piloto português terminou hoje na terceira posição a segunda corrida do fim de semana em Portimão, no Mundial de Superbikes, no Autódromo Internacional do Algarve (AIA).
Miguel Oliveira, que partiu do terceiro lugar da grelha, terminou atrás do italiano Nicolò Bulega (Ducati) e do espanhol Iker Lecuona (Ducati), após um duelo intenso com o britânico Alex Lowes (Kawasaki).
Foi o terceiro pódio em três corridas disputadas este fim de semana no Algarve para o piloto português, depois da primeira corrida, no sábado, e da Superpole de hoje.
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