Marcado pelas dificuldades na classificação digital dos exames nacionais, o concurso de acesso ao ensino superior público recebeu 19.986 candidaturas nos primeiros cinco dias, menos do que as 28.809 apresentadas no período equivalente de 2025.
Só na sexta-feira, 24 de julho, 5.795 alunos formalizaram a candidatura, de acordo com dados da Direção-Geral do Ensino Superior.
A primeira fase do concurso decorre até 6 de agosto e disponibiliza 56.790 vagas nas universidades e nos institutos politécnicos públicos através do regime geral de acesso. São mais 834 lugares do que no ano anterior.
Primeiro dia registou apenas 304 candidaturas
Ao contrário do que habitualmente acontece, o primeiro dia do concurso não foi aquele em que se registou o maior número de candidaturas. Este ano, apenas 304 estudantes entregaram o processo nessa data, o valor mais baixo dos primeiros cinco dias.
Em 2025, cerca de 10.200 alunos tinham apresentado candidatura logo no primeiro dia.
A diminuição surge num ano marcado por problemas no processo dos exames nacionais do ensino secundário, que dificultaram o acesso atempado de muitos estudantes às respetivas classificações.
Falhas nas notas atrasaram emissão da Ficha ENES
A primeira fase dos exames ficou envolvida em polémica devido a falhas na classificação das provas. Houve casos em que as notas foram alteradas posteriormente e pautas afixadas com classificações suspensas ou incorretas.
Os problemas foram admitidos no início da semana pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.
Sem uma classificação atribuída, as escolas não puderam emitir a Ficha ENES, documento indispensável à candidatura ao ensino superior. Esta ficha contém informação sobre a conclusão e a classificação do ensino secundário, assim como sobre as provas de ingresso válidas.
Pela primeira vez, os cerca de 300 mil exames nacionais realizados pelos alunos do ensino secundário foram avaliados em formato digital.
A primeira fase do concurso nacional de acesso mantém-se aberta até 6 de agosto, destinando-se ao preenchimento das 56.790 vagas disponíveis para o próximo ano letivo.
A.Pinto / HDF
Leia também: “Eu digo sempre a verdade”: Ministro da Educação responde às acusações sobre falhas nos exames digitais















