Com a chegada do verão, aumentam as viagens de carro por todo o país. Quer seja rumo ao Algarve, ao interior ou a uma ‘escapadinha’ de fim de semana, garantir que o veículo está em condições é essencial. E, entre todos os elementos a verificar, os pneus são muitas vezes esquecidos, apesar de serem o único ponto de contacto entre o automóvel e o asfalto.
Se vai de férias de carro, há um truque rápido que pode evitar muitos problemas: verificar a profundidade da banda de rodagem. Esta simples observação pode revelar se os pneus ainda estão em condições de circular em segurança, especialmente em tempo quente, quando o desgaste se acentua.
A importância do piso do pneu em tempo quente
De acordo com o Automóvel Club de Portugal (ACP), a profundidade da banda de rodagem é o melhor indicador para saber se um pneu ainda está apto para a estrada. Trata-se da distância entre a base dos sulcos e a superfície exterior do pneu, fundamental para a dispersão de água e para a tração em diferentes tipos de piso.
Segundo a mesma fonte, durante o verão, o calor intensifica o desgaste da borracha. Pneus mais gastos perdem capacidade de travagem, aumentando o risco de acidentes, principalmente quando se circula com carga extra ou a velocidades mais elevadas.
Como medir o desgaste em poucos segundos
O truque recomendado pelo ACP é simples: olhar para os indicadores de desgaste que já vêm integrados nos pneus.
Estas pequenas elevações nos sulcos mostram visualmente quando a profundidade atinge o limite legal. Se estiverem ao nível do piso, o pneu deve ser substituído.
Explica o site do ACP que é possível usar também um medidor próprio ou, na falta dele, uma moeda de um euro. Se a borda dourada da moeda ficar visível ao colocá-la no sulco, a profundidade pode já estar abaixo dos 3 milímetros, valor recomendado para uma condução segura.
Limite legal e riscos de incumprimento
A legislação portuguesa define um limite mínimo de 1,6 milímetros para a profundidade do piso, com uma tolerância de mais 0,6 e menos zero milímetros.
Circular com pneus abaixo deste valor pode resultar em coimas e reprovação na inspeção periódica obrigatória.
Acrescenta a publicação do ACP que, para além da multa, a condução com pneus em mau estado compromete o comportamento do carro em curva e em travagem, sobretudo em pisos escaldantes ou em caso de chuva repentina.
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Não é só o piso: há outros sinais a vigiar
Além do desgaste natural, o condutor deve observar cortes, bolhas, objetos cravados ou quaisquer deformações visíveis.
Estas anomalias comprometem a integridade do pneu, podendo provocar rebentamentos, especialmente em viagens longas sob altas temperaturas.
Refere a mesma fonte que, mesmo que o piso esteja dentro dos limites, estes sinais são razão suficiente para substituir os pneus antes de partir de férias.
Pneus envelhecem mesmo sem uso regular
Outro fator a considerar é o envelhecimento natural. Pneus com vários anos, mesmo pouco usados, podem apresentar borracha ressequida ou rachada. A exposição prolongada ao sol e à humidade acelera este processo, tornando o material menos aderente.
Conforme explica o ACP, por isso mesmo, é recomendável verificar a data de fabrico dos pneus, indicada na parede lateral, e considerar a sua substituição ao fim de cinco a seis anos, independentemente da quilometragem percorrida.
Evite surpresas na estrada
Preparar o carro para férias não se resume a encher o depósito e planear o itinerário. Garantir que os pneus estão em boas condições é um gesto simples, mas que pode evitar incidentes, multas ou atrasos indesejados.
A verificação da profundidade do piso deve ser feita com antecedência e incluída na rotina de preparação para a viagem.
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