O seguro automóvel deverá ficar mais caro em 2026. Esta tendência resulta de vários sinais que surgiram ao longo de 2025 e que, segundo avançou a Razão Automóvel, site especializado no mundo automóvel, começam a preocupar quem acompanha de perto a evolução do setor.
Mais acidentes nas estradas portuguesas
Os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) mostram que a sinistralidade está a aumentar. Entre janeiro e junho de 2025 foram registados 17 409 acidentes com vítimas, um número superior ao do mesmo período do ano passado. A mesma fonte acrescenta ainda que a ausência de seguro ganhou peso e corresponde agora a 2,2 por cento das infrações.
Com mais acidentes e mais risco associado, os custos das seguradoras tornam-se maiores e isso acaba por se refletir no preço das apólices.
Reparações cada vez mais dispendiosas
O aumento dos sinistros junta-se a outro problema que já se sente nas oficinas. As peças estão mais caras e a falta de técnicos especializados em áreas como chapa, pintura e colisão tem dificultado o trabalho.
Esta combinação tem elevado o valor médio das reparações e tornado cada intervenção mais complexa e onerosa.
Elétricos podem sentir o impacto com mais força
Os veículos elétricos surgem numa posição especialmente delicada. As reparações exigem equipas certificadas e envolvem componentes sensíveis como baterias de grande capacidade e sistemas de alta voltagem.
Estes fatores fazem com que os custos sejam superiores em comparação com os modelos a combustão.
Mudanças previstas para o próximo ano
Com este cenário em evolução, começam a surgir novas opções no mercado para tentar acompanhar as necessidades dos condutores.
Para 2026 estão previstas soluções específicas para utilizadores de veículos elétricos e produtos focados na proteção contra avarias, como revelou a Razão Automóvel.
















