Comprar um carro novo é, para muitos, sinónimo de realização e entusiasmo. Mas há detalhes que podem transformar esse momento num encargo pesado durante anos. Um deles está relacionado com a cor do automóvel, um pormenor que parece trivial mas que pode custar milhares de euros aos condutores.
Custos escondidos na escolha da cor
Segundo o portal britânico Auto Express, citado pelo Birmingham Mail, vários fabricantes estão a cobrar valores elevados por pinturas que não sejam as de série. Paul Barker, editor da publicação, alerta que estas diferenças chegam aos milhares de libras, apanhando de surpresa quem não verifica tudo antes de decidir.
“Se está a financiar o carro, esses custos vão acompanhá-lo todos os meses durante anos”, explicou Barker, sublinhando que a escolha da cor deveria ser apenas uma questão de gosto pessoal, e não de preocupação financeira constante.
Exemplos que surpreendem
No caso do Nissan Qashqai, qualquer cor que não seja vermelho implica um custo adicional de £745 (cerca de 880 euros). Já no Skoda Karoq, cores mais vivas como vermelho ou laranja têm um custo de £410 (aproximadamente 480 euros).
Estes valores podem parecer pequenos no momento da compra, mas somados a outros extras tornam o carro significativamente mais caro, principalmente quando se recorre a financiamento.
Volkswagen e Audi entre as marcas mais caras
A Volkswagen cobra £1,310 (cerca de 1.545 euros) pela pintura exclusiva no modelo Tiguan. Já a Audi exige £575 (cerca de 680 euros) por qualquer cor standard do Q3 que não seja branco.
Se o cliente quiser um acabamento personalizado no Audi Q3, de acordo com a mesma fonte, terá de pagar £4,000 (aproximadamente 4.720 euros), um valor que poucos antecipam no início do processo de compra, segundo a mesma fonte.
BMW, Ford e Vauxhall com custos elevados
No BMW X3, as pinturas standard que não sejam brancas variam entre £875 (cerca de 1.030 euros) e £4,585 (aproximadamente 5.410 euros), dependendo do tom escolhido. Também no Ford Kuga, qualquer cor que não seja branco custa £800 (cerca de 945 euros).
No caso do Vauxhall Grandland, qualquer cor standard exceto preto metálico implica um custo adicional de £650 (cerca de 770 euros). Estes montantes, embora possam parecer insignificantes face ao preço total, podem tornar-se um peso real quando somados a outros extras.
Impacto no orçamento familiar
Estes custos adicionais não desaparecem ao longo do contrato. Num financiamento automóvel, o valor dilui-se nas prestações mensais, mas mantém-se como encargo durante toda a duração do contrato.
Isto significa que, no final, o total pago apenas pela cor pode ultrapassar em muito o valor inicial previsto. Barker considera preocupante que um aspeto estético se transforme num motivo de preocupação financeira.
Decisões que influenciam o mercado
O Auto Express, citada pela mesma fonte, refere que estes custos afetam diretamente as escolhas dos consumidores. Muitos acabam por optar por cores base, como branco ou cinzento, para não encarecerem ainda mais o preço final do carro.
As marcas defendem estas políticas como forma de oferecer exclusividade, mas para os clientes representa apenas mais uma despesa acrescida, que se reflete no orçamento familiar ao longo dos anos.
Mudanças possíveis no futuro
De acordo com o Birmingham Mail, com a chegada de novos fabricantes asiáticos ao mercado europeu, que oferecem mais cores sem custos elevados, prevê-se que as marcas tradicionais venham a rever estas estratégias de preços.
Apesar de não haver qualquer dado que indique que esta medida venha a ser implementada brevemente em Portugal, a verdade é que poderá tornar-se uma realidade face ao mercado na Europa.
Até lá, quem quiser personalizar a cor do seu veículo terá de ponderar bem estes custos, para não transformar um simples detalhe estético num encargo financeiro duradouro e difícil de suportar.
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