Quem conduz deve seguir sempre a recomendação do fabricante: na maioria dos casos, a gasolina 95 simples é suficiente e a escolha mais económica. A gasolina 98 só faz realmente diferença em motores de alta performance, e os aditivos, embora prometam proteger o motor, nem sempre demonstram efeitos relevantes a curto prazo. Apesar da diferença de preço poder ultrapassar os 20 cêntimos por litro, nem sempre o combustível mais caro representa uma vantagem prática. A decisão entre 95 e 98 não deve basear-se apenas no preço ou em preferências pessoais. O tipo de motor e a utilização habitual do veículo são determinantes. Embora o uso de um combustível não recomendado não cause necessariamente danos imediatos, pode reduzir a eficiência e aumentar o consumo ao longo do tempo.
Octanas: o que está realmente em causa
A Galp explica que o número de octanas está relacionado com a resistência do combustível à compressão no interior do motor. A gasolina 98, com maior número de octanas, é mais resistente à detonação espontânea e, por isso, adequada a motores mais exigentes ou preparados para trabalhar em regimes mais elevados.
95 para a maioria, 98 para casos específicos
Segundo a mesma fonte, a maioria dos veículos ligeiros com motores até média cilindrada funcionam perfeitamente com gasolina 95. Já os automóveis com motores turbo, desportivos ou preparados para alto desempenho podem beneficiar da utilização da gasolina 98, tirando maior partido da sua capacidade de ignição controlada.
E quanto aos aditivos?
A gasolina aditivada contém compostos destinados a proteger o sistema de alimentação e a reduzir depósitos nos componentes do motor. De acordo com a Galp, estes aditivos ajudam a preservar o motor e a melhorar o seu desempenho a longo prazo.
Estudos colocam benefícios em causa
Contudo, a DECO PROTeste realizou em 2012 um estudo onde concluiu que, em testes de curto prazo, não se verificaram diferenças relevantes entre a gasolina simples e a aditivada, tanto ao nível do consumo como do estado dos motores.
O manual do carro é o guia principal
Conforme a fonte acima citada, a escolha mais adequada continua a ser a indicada no manual do fabricante. Esse documento define o tipo de combustível que o motor foi projetado para utilizar, e seguir essa indicação evita perdas de desempenho e potenciais problemas futuros.
Diferença de rendimento raramente justifica o preço
Mesmo quando o motor aceita gasolina 98, a DECO PROTeste refere que a diferença de rendimento é geralmente pouco significativa, não compensando o custo adicional. A escolha depende também do estilo de condução: quem circula sobretudo em cidade ou em trajetos curtos dificilmente notará benefícios reais.
Alternar entre opções pode ser viável
Alguns condutores optam por abastecer com gasolina 95 na maioria das vezes e utilizar a 98 pontualmente, como forma de manutenção preventiva. Esta prática permite algum equilíbrio entre custo e desempenho, sem sobrecarregar o orçamento mensal.
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