O mercado automóvel português continua a evoluir, com oscilações marcadas por tendências de consumo, oferta disponível e alterações no perfil dos compradores. No segmento dos automóveis ligeiros de passageiros, algumas marcas mantêm o seu lugar de destaque, enquanto outras registam quebras acentuadas. Os dados mais recentes da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) revelam quais são, atualmente, as preferências dos portugueses.
De acordo com a ACAP, a Peugeot foi a marca com maior número de matrículas no mês de maio, liderando também no acumulado dos primeiros cinco meses de 2025. A marca francesa mantém-se assim no topo das estatísticas pelo quinto ano consecutivo.
Peugeot mantém liderança com crescimento
Segundo a mesma fonte, em maio, a Peugeot registou 2.470 novas matrículas de automóveis ligeiros de passageiros, o que representa um crescimento de 38,5 por cento em relação ao mesmo mês do ano anterior. No total de janeiro a maio, a marca somou 10.896 unidades, o que corresponde a um aumento de 11,1 por cento face ao mesmo período de 2024.
Renault e Dacia disputam segundo lugar
Escreve o jornal que a Dacia ficou em segundo lugar no mês de maio, com 1.732 unidades matriculadas, seguida da Renault, com 1.533. No entanto, no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a Renault ultrapassa a Dacia por uma margem mínima: 7.719 matrículas contra 7.713 da marca romena.
Tesla em queda acentuada
A Tesla, apesar de continuar a liderar entre as marcas exclusivamente dedicadas a veículos elétricos, registou uma descida expressiva. Acrescenta a publicação que, em maio, foram matriculadas apenas 326 unidades, o que representa uma quebra de 64 por cento face ao mesmo mês de 2024.
Conforme a mesma fonte, esta tendência de queda prolonga-se há vários meses, refletindo-se numa redução de 34,7 por cento no acumulado do ano. Entre janeiro e maio, a marca de Elon Musk vendeu 2.773 carros em Portugal.
Outras marcas com presença constante
Refere a mesma fonte que, embora não estejam no topo da tabela, marcas como Volkswagen, Toyota, Citroën, Hyundai e BMW continuam a registar volumes relevantes. A Volkswagen, por exemplo, mantém uma presença estável entre os dez primeiros lugares.
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A Toyota beneficia da procura por híbridos, enquanto a Hyundai tem ganho espaço com modelos compactos e elétricos. Já a BMW e a Mercedes-Benz mantêm quota entre os veículos de gama média-alta.
Mercado refletido por diferentes segmentos
Explica o site que o mercado português é composto por um misto de veículos utilitários, SUV e cada vez mais elétricos ou híbridos. Esta diversificação tem impacto direto nas vendas por marca, com algumas a adaptar mais rapidamente os seus catálogos às exigências do consumidor nacional.
Tendência para automóveis ligeiros mais económicos
Segundo a mesma fonte, o crescimento de marcas como a Dacia continua a ser explicado por uma procura consistente por automóveis ligeiros mais acessíveis, especialmente num contexto de pressão sobre os orçamentos familiares.
Esta realidade tem levado muitos consumidores a optar por modelos com menor custo de aquisição e manutenção.
A eletrificação em travão parcial
Embora a eletrificação continue a ser uma aposta central das marcas, os números da Tesla indicam que o crescimento neste segmento não é linear.
As quebras podem estar relacionadas com o fim de incentivos fiscais, atrasos na entrega de veículos ou flutuações na confiança dos consumidores quanto à autonomia e infraestruturas de carregamento.
Expectativas para o segundo semestre
A publicação da ACAP refere ainda que o comportamento do mercado nos próximos meses será decisivo para confirmar ou inverter estas tendências.
Lançamentos de novos modelos, campanhas comerciais e alterações na fiscalidade automóvel podem influenciar o ranking de vendas até ao final de 2025.
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