As pastilhas dos travões são uma das peças mais importantes do automóvel, e também uma das mais negligenciadas. São elas que garantem que o carro pára em segurança, mas, com o tempo, o desgaste natural provocado pela fricção pode comprometer a travagem. O resultado? Um risco maior de acidente e uma fatura pesada na oficina.
De acordo com o Automóvel Club de Portugal (ACP), as pastilhas devem ser verificadas a cada 30 mil quilómetros, embora esse valor possa variar consoante o tipo de condução e o estado das vias.
O organismo alerta que sintomas como ruídos agudos ao travar, vibrações no pedal ou uma sensação de travagem mais fraca são sinais claros de que algo não está bem.
O desgaste depende do tipo de condução
O ACP explica que não existe uma regra universal para a substituição das pastilhas, já que o desgaste depende diretamente do uso.
A condução urbana, por exemplo, com travagens frequentes em semáforos e trânsito intenso, acelera o desgaste. Por outro lado, quem faz viagens longas e regulares em estrada tende a ver as pastilhas durar mais tempo.
Segundo a Auto Doc, empresa de comércio eletrónico que vende peças auto, as pastilhas dianteiras, por suportarem maior esforço, costumam precisar de substituição primeiro. A sua durabilidade média varia entre 30 mil e 50 mil quilómetros, podendo baixar para 25 mil a 30 mil quilómetros nos automóveis com caixa automática.
Verificar o estado das pastilhas é simples
A inspeção visual é suficiente para detetar sinais de desgaste. As pastilhas novas têm cerca de 10 a 12 milímetros de espessura, e quando o material de fricção fica muito fino é sinal de que chegou o momento de trocar.
Outro alerta é o som metálico que surge quando a pastilha está quase no limite: um ‘aviso’ sonoro que não deve ser ignorado.
O ACP recomenda ainda que, ao mudar as pastilhas, se substituam sempre em pares. Ou seja, se a pastilha da roda dianteira direita for trocada, deve também mudar a da esquerda, garantindo assim uma travagem equilibrada e segura.
A segurança antes de tudo
Pastilhas de travão gastas aumentam significativamente a distância de travagem e podem comprometer o controlo do veículo, sobretudo em piso molhado. O ACP recorda que uma manutenção preventiva custa muito menos do que uma reparação completa do sistema de travagem e, acima de tudo, evita acidentes.
Além das pastilhas, é essencial verificar os discos e o fluido de travões com regularidade. Uma simples revisão pode prevenir danos dispendiosos e prolongar a vida útil do automóvel.
Ignorar este pequeno detalhe pode custar-lhe caro, e não apenas na carteira. Afinal, na estrada, a diferença entre travar a tempo e não travar pode medir-se em milímetros.
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