Um furo na estrada pode acontecer a qualquer momento, mesmo aos condutores mais experientes. E, em muitos casos, o problema não é a roda furada, é o que se faz a seguir. Há um detalhe que continua a ser ignorado por grande parte dos automobilistas e que pode transformar uma simples troca de pneu numa situação perigosa ou até numa coima. De acordo com o Notícias ao Minuto, a maioria dos erros ocorre logo nas primeiras ações, quando o carro ainda está em plena via.
Assim que sentir que o pneu perdeu pressão, o primeiro passo é manter a calma e reduzir a velocidade de forma gradual. O veículo deve ser encostado a um local seguro, longe da faixa de rodagem, com os quatro piscas ligados. Só depois de o carro estar completamente imobilizado é que se deve sair.
E aqui entra o tal detalhe que muitos esquecem: vestir o colete refletor antes de abandonar o veículo. Segundo a mesma fonte, este gesto simples é obrigatório por lei e pode evitar acidentes graves, sobretudo à noite ou em locais de fraca visibilidade.
O erro que pode custar caro
Há quem saia do carro sem o colete refletor ou só o vista depois de ir à bagageira: um erro frequente e que pode sair caro. De acordo com o Código da Estrada, mais concretamente o artigo 88.º, n.º 3, é obrigatório o uso do colete refletor sempre que o condutor ou passageiro imobilize o veículo na via pública e saia dele, especialmente em caso de avaria ou emergência. O incumprimento desta norma é classificado como contraordenação grave, punível com coima entre 60 e 300 euros, podendo ainda implicar a perda de pontos na carta de condução, nos termos do artigo 145.º, n.º 2.
Esta obrigação tem uma razão de ser: o colete deve estar guardado no habitáculo, de modo a poder ser colocado antes de sair do veículo, garantindo visibilidade imediata aos restantes condutores. Ignorar este detalhe, por esquecimento ou descuido, não é apenas uma infração; é também um risco real para a segurança rodoviária.
Depois de sinalizar o perigo, o próximo passo é colocar o triângulo a 30 metros de distância do carro, de forma a alertar os outros condutores. Só então deve começar a pensar em mudar o pneu.
Como trocar o pneu em segurança
Para iniciar o processo, retire tampões ou proteções das jantes e alivie ligeiramente os parafusos da roda, sem os remover totalmente. O Automóvel Club de Portugal (ACP) recomenda que só se retirem por completo depois de o carro estar suspenso com o macaco. Este deve ser colocado nos pontos de apoio do chassis, próximos da roda furada.
Com o carro elevado, retire os parafusos e substitua a roda. Ao colocar o pneu suplente, vá apertando os parafusos de forma cruzada para garantir equilíbrio e fixação segura. Por fim, baixe o carro, retire o macaco e finalize o aperto dos parafusos com firmeza.
E se o carro não tiver pneu suplente?
Nem todos os veículos novos incluem roda suplente. Segundo o Notícias ao Minuto, muitos modelos vêm agora com um kit de reparação de emergência, composto por um compressor e um selante líquido, que permite corrigir pequenos furos temporariamente, apenas para chegar até uma oficina.
Os pneus suplentes também diferem entre si: há os “temporários”, que só podem circular a baixa velocidade e por curtas distâncias, e os “convencionais”, iguais aos de uso diário. É essencial verificar qual o tipo que o seu carro possui para evitar surpresas.
Um furo não precisa de ser um drama
Trocar um pneu não é complicado, mas requer cuidado e atenção. O essencial é garantir a segurança antes de qualquer tentativa de reparação e nunca esquecer o colete refletor, o detalhe que tantos continuam a ignorar. Como conclui o Notícias ao Minuto, cumprir as regras básicas e manter a calma pode ser a diferença entre um simples contratempo e uma situação verdadeiramente perigosa.
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