Cometer um erro ao volante é mais fácil do que parece, sobretudo quando se trata da forma como nos sentamos para conduzir. Conduzir com uma postura errada é mais comum do que se pensa e pode ter consequências que vão muito além do desconforto.
Segundo o site Razão Automóvel, site especializado em auto, uma posição incorreta ao volante pode aumentar o risco de acidente, provocar dores musculares e até implicar custos financeiros.
O segredo está em ajustar corretamente o banco, o volante e os espelhos, algo que a maioria dos condutores nunca aprendeu a fazer de forma rigorosa.
Uma boa posição de condução não serve apenas para conforto, é uma questão de segurança. O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) recorda que o Código da Estrada obriga todos os condutores a manter domínio sobre o veículo e a adotar uma postura que garanta segurança e eficiência na condução.
Um erro que pode sair caro
De acordo com o Razão Automóvel, sentar-se demasiado perto do volante é um erro frequente. Esta posição aumenta o risco de lesões graves em caso de acidente, já que o airbag pode abrir demasiado perto do corpo, causando queimaduras ou fraturas.
Estar demasiado longe também é perigoso: reduz a força de travagem e o controlo dos pedais, podendo comprometer o tempo de reação.
Mas o custo não é apenas físico. O artigo 11.º do Código da Estrada exige que o condutor mantenha uma posição correta e total domínio do veículo. Quem conduzir de forma negligente pode incorrer numa infração grave, punida com multa entre 60€ e 300€.
A publicação acrescenta ainda que uma postura inadequada provoca desgaste prematuro de componentes como a embraiagem e o travão, podendo levar a reparações superiores a 500€. Pequenos erros que se acumulam em grandes despesas.
Comece pelo banco
O primeiro passo é ajustar o banco. Segundo o site, o condutor deve conseguir pressionar os pedais até ao fim, mantendo os joelhos ligeiramente fletidos.
Os pés não devem levantar-se do chão nem forçar a posição. A altura do assento deve permitir visibilidade total da estrada, dos espelhos e do painel de instrumentos.
A inclinação das costas deve ser reduzida, com o tronco quase vertical, a zona lombar apoiada e o pescoço alinhado com o encosto de cabeça. Esta postura evita dores e melhora o controlo do veículo em situações de emergência.
Volante e cinto de segurança
O volante deve estar a uma distância que permita fletir os braços num ângulo de cerca de 90 graus. As mãos devem permanecer na posição “9:15” ou “10:10”, sem apoiar os pulsos no arco. Ajustar corretamente o volante e o banco é essencial para evitar lesões caso o airbag dispare.
Quanto ao cinto de segurança, deve passar pelo centro do ombro e sobre o peito, nunca por baixo do braço. A faixa inferior deve assentar sobre os quadris e não sobre o abdómen.
Segundo o Razão Automóvel, esta posição maximiza a eficácia do sistema de retenção e reduz o risco de ferimentos internos.
Espelhos e visibilidade
Os espelhos devem ser ajustados à posição correta de condução, e não o contrário. Se precisar de mexer demasiado a cabeça para ver através deles, é sinal de que algo está mal. O ideal é minimizar os pontos cegos e permitir uma leitura rápida do trânsito.
A mesma publicação sublinha que uma boa ergonomia reduz o cansaço e melhora o tempo de reação, sobretudo em viagens longas. Pequenos ajustes que podem fazer a diferença entre uma condução segura e um risco desnecessário.
Conduzir bem começa na postura
Mais do que uma questão de conforto, a posição correta ao volante é um elemento essencial de segurança rodoviária. Uma postura equilibrada permite melhor controlo do veículo, menor desgaste físico e evita coimas. O carro deve adaptar-se ao condutor, e não o contrário.
Conduzir com consciência postural é, afinal, uma das formas mais simples e eficazes de poupar dinheiro e preservar a segurança.
















