No verão, multiplicam-se as viagens, os passeios à beira-mar e as horas passadas fora de casa. Mas é também nesta altura que aumenta o risco de furtos no carro. Com mais veículos estacionados durante longos períodos em zonas de grande movimento, basta um detalhe esquecido no interior para transformar qualquer viatura num alvo.
De acordo com o site especializado em lifestyle, Leak, os meses de junho a setembro concentram um maior número de ocorrências, sobretudo em zonas turísticas, praias ou centros comerciais. O que muitos automobilistas desconhecem é que não é preciso deixar um telemóvel ou uma carteira à vista para transformar o carro num alvo.
Pequenos sinais, aparentemente inofensivos, bastam para despertar a atenção de quem anda à procura de uma oportunidade.
O que denuncia um carro com objetos de valor
Um dos exemplos mais comuns é o cabo de carregamento. Mesmo que o telemóvel tenha sido retirado, a presença de um simples fio faz suspeitar que pode estar guardado noutro compartimento, como o porta-luvas ou a bagageira. Segundo a Polícia de Segurança Pública, este é um dos indícios que mais frequentemente leva a tentativas de arrombamento.
Algo semelhante acontece com os suportes de GPS. Muitos condutores deixam-nos fixados no vidro, esquecendo-se de que funcionam como um aviso claro de que ali existiu, ou pode existir, um dispositivo eletrónico. Para um assaltante, é suficiente para arriscar partir um vidro.
Até objetos banais, como sacos de compras, mochilas ou casacos, podem levantar suspeitas. Um saco fechado, ainda que vazio, pode esconder algo de valor. E a curiosidade raramente joga a seu favor.
Os erros mais frequentes dos condutores
Entre os descuidos mais comuns estão as moedas e notas deixadas nos porta-copos, óculos de sol esquecidos no painel, pastas de trabalho pousadas no banco ou carteiras guardadas no porta-luvas. Explica a GNR que este compartimento é um dos primeiros locais verificados pelos ladrões, precisamente por ser usado como esconderijo.
Outro erro frequente é estacionar sempre em locais pouco iluminados ou afastados, sobretudo à noite. Estes espaços oferecem o tempo e a privacidade que os assaltantes procuram.
Porque o verão é mais propício a furtos
Segundo dados compilados pelo Ministério da Administração Interna, o verão regista um acréscimo de ocorrências devido a dois fatores principais: a distração dos condutores, que tendem a relaxar os hábitos de segurança em período de férias, e a maior concentração de carros estacionados durante várias horas em zonas turísticas. Um veículo fechado ao sol, com sacos no banco traseiro, é quase um convite.
Prevenir pode evitar grandes transtornos
As autoridades recomendam cuidados simples: retirar todos os objetos visíveis, levar cabos e suportes consigo, estacionar em locais movimentados e verificar sempre se o carro ficou trancado. O objetivo é reduzir ao mínimo qualquer indício de que possa existir algo de valor no interior.
Mesmo quando não há nada para roubar, o prejuízo pode ser elevado. Um vidro partido, uma fechadura forçada e os dias de espera pela reparação podem custar mais do que o valor do objeto procurado.
No fundo, basta um pequeno detalhe para transformar o seu carro fechado num alvo fácil. E, como lembra a Leak, em segundos uma viagem até à praia pode acabar numa ida inesperada à oficina.
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