Durante o verão, não são raros os condutores que se veem subitamente cercados por um incêndio ao longo de estradas florestais. Nestes casos, segundo o Automóvel Club de Portugal (ACP), o erro mais comum, e mais perigoso, é tentar fugir em contramão. Parece instintivo, mas pode ser fatal. Além de contrariar todas as regras de segurança rodoviária, coloca em risco o próprio condutor e todos os que circulam na via.
De acordo com a fonte citada, há medidas que podem ajudar a evitar o pior. A principal é manter a calma e evitar decisões precipitadas, como sair do carro ou inverter a marcha em contramão, uma das atitudes mais perigosas em contexto de fogo.
Preparar-se antes de sair de casa
Antes de iniciar qualquer viagem em dias de elevado risco de incêndio, recomenda-se verificar o estado das estradas e eventuais ocorrências no local de destino. Segundo a Proteção Civil, esta informação é atualizada em tempo real no seu portal oficial. Levar o telemóvel carregado e água também pode ser útil em caso de emergência.
Mesmo que a estrada pareça segura à partida, a situação no terreno pode mudar em minutos. Por isso, é essencial adotar uma condução defensiva e estar atento ao ambiente, especialmente em zonas florestais.
O erro que nunca deve cometer
Se for surpreendido por um incêndio, nunca conduza em contramão, mesmo que pareça o caminho mais rápido para fugir às chamas. Explica o ACP que esta é uma das decisões mais arriscadas, tanto para o condutor como para os restantes utentes da via. O pânico pode levar a reações instintivas que colocam todos em perigo.
Caso a estrada esteja cortada, o ideal é procurar abrigo num local protegido, sinalizar bem a posição do veículo e manter-se no interior com as janelas fechadas e a ventilação desligada. Se a visibilidade for reduzida, deve ligar as luzes de cruzamento e os quatro piscas.
Dentro do carro, mas com precauções
O Real Automóvil Club de España recomenda que, em caso de imobilização, o motor do veículo se mantenha ligado, garantindo assim algum controlo da climatização e eventual mobilidade. Deitar-se abaixo do nível das janelas e cobrir-se com um cobertor ou peça de roupa de lã são medidas adicionais que podem oferecer alguma proteção térmica.
A decisão de sair do carro só deve ser tomada se não houver alternativa e o risco de permanência for evidente. Nesse caso, o ACP recomenda cobrir o corpo, proteger as vias respiratórias com um pano húmido e afastar-se rapidamente das chamas, evitando zonas fechadas ou com pouca ventilação.
Um verão que exige vigilância redobrada
As autoridades portuguesas reforçam anualmente os apelos à prudência e à preparação dos condutores durante os meses de verão. Escreve o site da Proteção Civil que a maioria dos acidentes e situações críticas em incêndios urbanos ou florestais envolve comportamentos de risco e decisões mal calculadas.
Com o aumento das temperaturas e a frequência crescente de incêndios fora de época, saber como agir dentro do carro pode ser decisivo. A informação, nestes casos, é mais do que útil: é uma ferramenta de sobrevivência.
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