O trânsito intenso nas grandes cidades obriga os condutores a tomar decisões rápidas, muitas vezes condicionadas pela pressa e pelo stress da estrada. Uma das situações mais comuns, mesmo com semáforo verde, é a entrada em cruzamentos que já estão congestionados, prática que pode parecer inofensiva no momento, mas que acaba por agravar os engarrafamentos e colocar em risco a fluidez da circulação.
Que significam as “caixas amarelas”
Em vários cruzamentos surgem marcas no pavimento em forma de grelha, conhecidas como “caixas amarelas” ou “quadrícula de reserva”. Estas linhas pintadas no solo têm como objetivo impedir que os veículos fiquem imobilizados dentro da interseção, bloqueando a circulação.
A regra é clara: só se pode entrar no cruzamento se for possível atravessá-lo completamente sem parar. Nem o sinal verde nem o direito de passagem autorizam a entrada quando existe risco de ficar preso no meio da via, de acordo com o jornal digital espanhol El Motor.
Como funciona em Portugal?
Em Portugal, a violação das chamadas “caixas amarelas” está prevista no Regulamento de Sinalização do Trânsito, através da marca rodoviária M17B. Quem entra numa interseção congestionada e fica imobilizado dentro dela incorre numa contraordenação considerada grave, punida com coimas que podem variar entre 60 e 300 euros, de acordo com o artigo 33.º do Código da Estrada.
Tal como acontece em Espanha, o objetivo não é apenas sancionar, mas sobretudo garantir que o trânsito nas cidades decorre de forma mais fluida e sem bloqueios adicionais.
Assim como em Espanha, a lógica é a mesma: mesmo que o semáforo esteja verde, o condutor não deve avançar se não houver espaço suficiente para atravessar o cruzamento. Embora os valores das coimas possam variar consoante a gravidade e a tipificação da infração, esta conduta é considerada uma contraordenação e pode traduzir-se numa multa pesada para quem não respeitar a regra.
Uma infração grave para os espanhóis
De acordo com a Direccíon Geral de Trafego (DGT), avançar para um cruzamento congestionado constitui uma infração grave, punida com 200 euros de coima em Espanha. Embora não implique perda de pontos na carta, representa uma despesa considerável e, sobretudo, uma medida para manter a fluidez do trânsito e evitar riscos em passadeiras ou corredores de emergência.
Como funciona noutros países
Em França, a mesma prática é punida com 135 euros, podendo a multa ascender a 750 euros em tribunal. Em Paris, já foram implementados sistemas de videomultas para fiscalizar este tipo de infração.
No Reino Unido, o sistema é semelhante ao espanhol: linhas amarelas cruzadas assinalam zonas que não podem ser ocupadas se houver risco de paragem forçada, de acordo com a mesma fonte.
Um lembrete necessário
Cumprir esta norma não serve apenas para evitar coimas, mas sobretudo para garantir que o trânsito urbano decorre de forma mais segura e fluida, refere o El Motor. Antes de avançar para um cruzamento, é essencial confirmar se existe espaço para sair dele sem ficar bloqueado no meio.
















