O Zoo de Lagos registou, pela primeira vez em Portugal, o nascimento de um calau-terrestre, uma espécie africana cuja reprodução em cativeiro é considerada particularmente exigente. Segundo escreve a revista Sábado, o feito representa um marco para a conservação da espécie e resulta de 17 anos de trabalho contínuo com o mesmo casal reprodutor.
A chegada da cria reforça também o papel desempenhado pelo parque algarvio nos programas europeus de preservação de espécies ameaçadas. O sucesso surge após vários anos de acompanhamento e de investimento na reprodução desta ave, considerada uma das mais emblemáticas do continente africano.
Resultado que demorou quase duas décadas
A reprodução do calau-terrestre não aconteceu por acaso. O nascimento foi alcançado após 17 anos de acompanhamento do mesmo casal, num processo que exigiu persistência e monitorização permanente por parte da equipa técnica do Zoo de Lagos.
A publicação explica que este resultado representa um momento particularmente relevante para a instituição, precisamente porque confirma o sucesso de um trabalho desenvolvido durante vários anos, num contexto em que a reprodução desta espécie apresenta dificuldades reconhecidas.
Trabalho integrado num programa europeu
O nascimento insere-se no EEP da Rola Socorro, um programa europeu de reprodução coordenado pela Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), que reúne jardins zoológicos e aquários de vários países com o objetivo de assegurar a sobrevivência de espécies ameaçadas através de uma gestão coordenada das populações em cativeiro.
De salientar que o Zoo de Lagos tem desempenhado um papel ativo neste programa, contribuindo regularmente para o reforço das populações sob gestão da EAZA e colaborando com outras instituições europeias na criação de novos casais reprodutores.
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