O sul de Portugal guarda segredos naturais possíveis de visitar em qualquer altura do calendário. Existe uma ilha protegida pelas águas serenas da ria que convida a momentos de pura contemplação longe das multidões. O grande atrativo desta ilha algarvia é uma torre de 46 metros de altura que recompensa os visitantes mais aventureiros com uma vista 360º totalmente arrebatadora.
Este refúgio costeiro é conhecido como a Ilha do Farol, embora geograficamente pertença à extensão de areia da povoação vizinha da Culatra. A partilha desta descoberta é feita pelo portal Viaje Comigo, um diário digital de crónicas focado em roteiros de turismo que designa esta ilha como “um pedaço de paraíso”. O encanto deste destino situado no concelho de Faro altera-se de forma drástica consoante a estação do ano escolhida para a travessia.
O marco histórico que guia os navegantes
A imponente estrutura que dá o nome à povoação é o farol do Cabo de Santa Maria. Este edifício de sinalização marítima foi erguido no ano de 1851 para auxiliar todas as embarcações. A construção domina a paisagem plana e serve de ponto de orientação fundamental para quem navega ao largo da costa sul.
Indica a mesma fonte que a subida ao topo exige alguma preparação física para superar os mais de 200 degraus da escadaria interior. A abertura de portas aos curiosos costuma acontecer de forma regular à quarta-feira, entre as 14h00 e as 17h00 no verão e das 13h30 às 16h30 no inverno, explica a Autoridade Marítima Nacional. A recompensa no topo compensa o esforço muscular com um panorama desimpedido sobre o oceano e a reserva natural adjacente.
As opções de navegação pelas águas da ria
O acesso a este pedaço de terra cercado de água é feito exclusivamente por via marítima a partir de duas cidades principais. A viagem pode começar no Cais da Porta Nova em Faro ou através das carreiras públicas que partem de Olhão. Explica a referida fonte que existem também serviços de táxi marítimo para quem prefere não estar condicionado pelos horários das embarcações regulares.
A travessia diurna oferece uma oportunidade excelente para apreciar a beleza natural da Ria Formosa antes de pisar terra firme. Uma vez no destino, um dos percursos pedestres mais populares consiste em caminhar cerca de uma hora pelo areal até à povoação vizinha. O visitante pode depois apanhar o barco de regresso a partir dessa segunda paragem abrigada.
O planeamento necessário para as épocas baixas
A visita fora da época balnear exige alguma preparação logística aos viajantes que decidam pernoitar no local. O encerramento sazonal do único supermercado obriga os residentes temporários a levarem uma lista de mantimentos muito bem estruturada. A alternativa para compras de última hora passa por caminhar até à Culatra ou apanhar o barco de regresso à cidade.
Explica ainda o portal Viaje Comigo que o centro de Olhão surge como uma base estratégica perfeita para explorar estas barreiras arenosas. A zona histórica da cidade piscatória oferece opções de alojamento tradicional a passos curtos do serviço de embarque de passageiros. Esta localização central permite viver o ambiente típico algarvio e ter acesso pedonal facilitado aos mercados locais.
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