O Clube de Natação de Faro (CNFA) assinalou com orgulho a participação dos seus atletas na 12.ª edição da Travessia Farol-Olhão, que decorreu no passado fim de semana, integrada nas celebrações do Dia da Cidade de Olhão da Restauração. O evento, criado por Mário Barreto – hoje com 76 anos –, continua a destacar-se pela bravura dos participantes e pela sua forte ligação histórica à região, tendo sido realizado pela primeira vez há 47 anos, em 1978.
“Este é um momento de celebração da resiliência, da paixão pelo mar e da identidade olhanense”, declarou o CNFA, enaltecendo a prova que, este ano, teve um percurso de 8 quilómetros, terminando na Marina de Olhão, em vez dos habituais Mercados.

O destaque voltou a recair sobre Mário Barreto, conhecido carinhosamente por “Neco”, que completou a travessia em 2 horas e 46 minutos. “É um verdadeiro orgulho olhanense. A sua persistência inspira gerações”, afirmou o clube, sublinhando a admiração da comunidade pelas façanhas deste nadador veterano.
Acompanhado de perto por familiares, amigos, o seu treinador e várias figuras públicas, Mário foi também saudado na chegada por representantes políticos e pela autoridade marítima, que testemunharam mais um marco na sua longa ligação ao mar de Olhão.

Outro nome em evidência foi o de Ricardo Veiga, nadador e aluno do CNFA, que completou os 8 km em 3 horas exatas. O clube não poupou elogios, descrevendo o desempenho de ambos como “poesia em movimento” e apelidando-os de “os nossos campeões!”.
As imagens partilhadas nas redes sociais espelham o espírito de superação e camaradagem vivido durante a prova. Mário Barreto foi ainda acompanhado por Vítor Marçal, o “Vitó”, figura emblemática de edições anteriores.

“Olhão continua a emocionar-se com esta travessia que une passado e presente, pessoas e mar”, sublinhou o Clube de Natação de Faro, que destaca a importância deste evento no calendário desportivo local. Para o CNFA, “esta não é apenas uma travessia – é um tributo à força de vontade e ao vínculo profundo entre as gentes de Olhão e a sua costa”.
A participação de Mário Barreto e Ricardo Veiga representa, assim, muito mais do que um feito desportivo: é um testemunho de paixão, memória e identidade partilhada.
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