O presidente da Câmara de Loulé criticou a decisão da Algar, empresa responsável pela gestão de resíduos no Algarve, de distribuir três milhões de euros em dividendos, bem como a qualidade dos serviços prestados pela E-Redes, entidade gestora da rede elétrica.
Telmo Pinto tornou pública a sua posição sobre estas duas situações, defendendo que a Algar deveria investir o montante na melhoria do serviço prestado, em vez de proceder à distribuição de lucros.
O autarca apontou ainda problemas relacionados com a iluminação pública, referindo a existência de “falhas constantes na iluminação pública” atribuídas à E-Redes.
Críticas à gestão da Algar e distribuição de dividendos
Num comunicado da autarquia, Telmo Pinto manifestou o “descontentamento perante a falta de qualidade dos serviços prestados pelas empresas Algar e E-REDES no concelho”, sublinhando que esta situação tem tido “impacto negativo direto na vida dos cidadãos”.
A ALGAR, enquanto entidade responsável pela recolha e tratamento de resíduos no Algarve, “decidiu distribuir dividendos no valor de três milhões de euros, pelos acionistas, apesar do voto contra dos 16 municípios algarvios”, destacou a autarquia.
Telmo Pinto afirmou que “este montante deveria ser reinvestido na empresa, para fazer face às necessárias melhorias no serviço prestado às populações” e salientou que os municípios são quem responde diariamente às populações e têm “de usar os recursos das freguesias e das câmaras para fazer o trabalho que lhe competia.
Falhas na rede elétrica motivam críticas à E-Redes
Só a Câmara de Loulé “paga anualmente cerca de 6 milhões de euros à instituição por um serviço deficitário”, exemplificou, acrescentando que a autarquia paga um montante igual à E-Redes, enquanto “existem falhas graves na gestão da rede elétrica e o serviço prestado regrediu 30 anos” com os problemas sentidos na alimentação elétrica.
“Continuamos com meses e meses de falta de iluminação pública e avarias consecutivas. É também um serviço péssimo prestado à população”, salientou, recordando que a E-Redes “se recandidata agora ao novo concurso para a gestão da energia no Algarve, tanto em baixa como em média tensão”.
O presidente da Câmara de Loulé apelou, por isso, às empresas para que melhorem os seus serviços.
“Compete-me, nas funções que exerço, defender os interesses da nossa população. Foi para isso que fui eleito e não aceitaremos que os recursos dos nossos munícipes continuem a ser mal geridos por entidades que não cumprem o seu propósito”, concluiu.
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