A conquista da Taça de Portugal de basquetebol, decidida em Albufeira, teve um impacto especial no Sporting. O treinador Luís Magalhães considerou que o triunfo serviu para “animar um bocado a malta toda” no clube, admitindo ainda que a sua dívida para com os ‘leões’ estará “quase saldada”.
“Mais do que para o resto da temporada é importante, porque o Sporting é um clube que é muito eclético e que gosta de ganhar, como os clubes todos. Já há um tempo que não entrava nenhum troféu e isto acaba por animar um bocado a malta toda. Desde a direção a toda a gente, pode ser que fiquemos todos um bocadinho mais alegres e mais satisfeitos”, afirmou o técnico, em entrevista à agência Lusa.
No domingo, a formação leonina conquistou a sua nona Taça de Portugal ao vencer o FC Porto por 86-84, numa final disputada em Albufeira. Para Luís Magalhães, tratou-se da 10.ª vitória pessoal na competição, um registo que descreveu como “é um número interessante”, sublinhando, no entanto, que os sucessos anteriores pertencem ao passado. Ainda assim, recordou a primeira conquista, ao serviço da Ovarense, na época 1988/89.
“Claro que a primeira que ganhei com a Ovarense, sendo um clube que não é dito dos grandes […]. A Ovarense é um grande clube, a Ovarense é o clube que tem a melhor massa de adeptos [no basquetebol], é campeão nesse aspeto, tem os melhores adeptos, pessoas que sabem de basquete, normalmente enchem o seu pavilhão em quaisquer outros jogos e participam muito nos jogos. São especiais por causa disso, porque não são conseguidas nos grandes clubes, que normalmente têm mais condições de trabalho e têm mais capacidade financeira para conseguir atingir esse objetivo”, referiu.
“Tem outro sabor, porque é malta nova”
A vitória sobre o FC Porto, adversário que derrotara o Sporting na final de 2024/25 e nas meias-finais da Liga, não teve, segundo o treinador, qualquer efeito de superação de traumas, uma vez que “do ano passado para este ano praticamente ficaram dois jogadores”.
“Este ano foram escolhidos por nós, dentro dos condicionalismos financeiros que a direção nos colocou. E, portanto, tem outro sabor, porque é malta nova. Praticamente todos os jogadores, tirando um que já tem mais anos, mais experiência na Europa, os outros são ‘rookies’ de primeiro ano, outros de segundo ano. E, portanto, tem um sabor especial, porque eles acreditaram no trabalho da equipa, acreditaram na equipa técnica e acabámos por fazer um grande resultado, precisamente por causa disso”, explicou.
“Vim cá pagar a dívida”
Depois de cerca de quatro anos afastado do banco, Luís Magalhães regressou ao Sporting em 2019/20, aquando do regresso da modalidade ao clube. Saiu após três temporadas, mas voltou na época passada com um propósito claro.
“Vim pagar uma dívida, porque eu já me tinha deixado disto. E o Miguel Afonso convenceu-me a regressar quando o Sporting regressou. E depois fui-me embora, porque tinha de me dedicar um bocadinho mais à família, visto que isto aqui é quase como uma prisão. E, depois, cometi uma asneira, indiquei ou ajudei a contratar um treinador que acabou por não dar muitos resultados e, portanto, fiquei com uma dívida para o Sporting. E vim cá pagar a dívida. E, portanto, está quase a ser saldada”, declarou.
Benfica é “o candidato mais forte”
Quanto à Liga portuguesa, o treinador considera que “o Benfica é o candidato mais forte, é o que tem o orçamento maior e é o que, ao longo dos anos, tem estado muito bem”.
“Teve agora a primeira derrota em dois anos em casa. Nós também conseguimos lá ir ganhar, também foi um feito, na minha opinião, da nossa equipa. É muito complicado. O Benfica tem uma excelente equipa, muito bem orientada, e, portanto, na minha opinião, é o principal candidato, assim como o FC Porto. A Ovarense e Oliveirense vêm no degrau a seguir, portanto, têm mais dificuldades, porque não têm os meios que as outras equipas têm”, concluiu.
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