O homem detido no âmbito do rapto e roubo de Ricardo Claro, desaparecido há mais de uma semana no Algarve, ficou em prisão preventiva após ter sido presente a tribunal, revelou à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).
De acordo com a mesma fonte, o arguido já tinha sido ouvido em primeiro interrogatório judicial na sexta-feira, tendo regressado hoje ao tribunal para conhecimento da medida de coação, que resultou na aplicação da prisão preventiva, a mais gravosa prevista na lei.
Segundo informações divulgadas na imprensa, a vítima desaparecida é sócio e diretor de recursos humanos de um restaurante localizado no empreendimento turístico de Vale do Lobo, em Almancil, no distrito de Faro.
Na sexta-feira, a Polícia Judiciária anunciou a detenção do suspeito, de 39 anos, referindo a existência de “fortes indícios” de que estaria “diretamente envolvido” no desaparecimento não voluntário de outro homem, com 50 anos.
Ricardo Claro foi vítima de “um plano criminoso”
Segundo a polícia, os elementos recolhidos até então tinham permitido aos investigadores concluir que o homem desaparecido terá sido alvo de “um plano criminoso” que visava a “privação da liberdade” com o intuito de apropriação de objetos de valor que a vítima transportasse ou aos quais conseguisse aceder.
A investigação está a cargo da Diretoria do Sul, após os factos lhe terem sido comunicados pela Polícia de Segurança Pública, revelou a PJ num comunicado divulgado na sexta-feira.
A PJ acrescentou na ocasião que estavam em curso diligências de caráter técnico e operacional na região do sotavento (este) algarvio para localizar a vítima, que continuava em “paradeiro desconhecido”.
A investigação para determinar o paradeiro da vítima e eventuais coautores do crime prossegue, sob direção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro.
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