O principal suspeito do rapto de Ricardo Claro, gestor de um restaurante de luxo em Vale do Lobo desaparecido desde o passado dia 13 de março em Vale do Lobo, no Algarve, confessou a sua participação nos factos, alegando que “não matou e que nunca teve intenção de o fazer”.
Segundo avança o Correio da Manhã, o homem, de 39 anos, “confessou e mostrou-se arrependido”, tendo afirmado que “não matou e que nunca teve intenção de o fazer”.
De acordo com a mesma fonte, o suspeito “acusou os comparsas – dois homens brasileiros – de terem perdido o controlo”.
Relação próxima com a vítima
O arguido terá mantido uma relação de proximidade com a vítima, com quem trabalhou no restaurante de luxo Well, conhecendo detalhadamente as suas rotinas.
Segundo o Correio da Manhã, o suspeito admitiu que “só queria roubar Ricardo Claro”, afastando a intenção de provocar a morte do empresário.
Provas levaram à confissão
A investigação da Polícia Judiciária reuniu um conjunto significativo de elementos probatórios que implicam o detido.
De acordo com o jornal, o suspeito foi “traído pela prova abundante que a Polícia Judiciária (PJ) já recolheu”, acabando por colaborar com as autoridades.
Trata-se, até ao momento, do único detido no âmbito do processo.
Interrogatório suspenso após confronto com provas
O interrogatório judicial, iniciado no Tribunal de Instrução Criminal de Faro, foi suspenso após o suspeito ter sido confrontado com imagens de levantamentos em multibanco, sendo retomado esta segunda-feira.
Segundo o Correio da Manhã, “há também prova de que foi roubado o cofre do restaurante de luxo onde estava guardado muito dinheiro. Ricardo Claro poderá ter sido obrigado a acompanhar o trio para conseguirem chegar aos valores”.
Comparsas em fuga e buscas no terreno
No decurso do processo, o suspeito aceitou colaborar com as autoridades, sendo os próximos dias considerados decisivos para localizar a vítima.
Os alegados comparsas terão abandonado Portugal, viajando para Madrid e, posteriormente, para o Brasil, país onde não poderão ser extraditados.
Entretanto, amigos e vizinhos têm realizado buscas no terreno, recorrendo a drones e explorando zonas de mato, áreas junto às salinas de Olhão e edifícios abandonados, na tentativa de encontrar pistas sobre o paradeiro de Ricardo Claro.
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