A Seleção do Algarve assegurou o segundo lugar no medalheiro do Open de Natação Adaptada do Algarve, realizado nos dias 29 e 30 de março, nas Piscinas Municipais de Albufeira.
A equipa algarvia protagonizou um desempenho de grande nível, alcançando um total de 68 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze, bem como oito recordes nacionais.

Entre os principais destaques da competição esteve a nadadora Joana Lopes Salgueiro, que brilhou ao conquistar seis recordes nacionais, nas provas de 50m e 100m Costas, 50m e 200m Livres, e 100m Livres, prova na qual, após estabelecer um novo recorde nacional, superou a sua própria marca.
Também o nadador Enzo Dylan Messence evidenciou-se com uma das melhores performances por pontos, ao estabelecer um recorde nacional nos 100m Livres.
Na categoria de Estafetas S21, destinada a atletas com Síndrome de Down, foi igualmente registado um novo recorde nacional. A estafeta foi composta pelos atletas Filipe Bjorcke Santos, José Gabriel Vieira, Alexandre Martins Silva e João Pedro Antunes. Filipe, Alexandre e João Pedro representam o Lagoa Académico Clube, sob orientação do treinador Paulo Sousa. Já José Gabriel Vieira integra o Futebol Clube Ferreiras, sendo treinado por Orlando Encarnação, que desempenhou funções de Treinador Técnico Responsável pela Seleção do Algarve durante esta competição.
“Este resultado reflete o compromisso, a dedicação e a excelência dos atletas e treinadores da região, reafirmando a qualidade da natação adaptada no Algarve”, destaca a Associação de Natação do Algarve (ANA) em comunicado.

Aproveitando a presença no Algarve de José Luís Côrte-Real, um dos técnicos mais experientes da Natação Adaptada em Portugal, a nova direção da Associação de Natação do Algarve reuniu-se com o especialista para conhecer um projeto de inclusão para pessoas com necessidades especiais, já acolhido pela Federação Portuguesa de Natação, e que tem como mote:
“O objetivo principal deste programa é a inclusão de pessoas com deficiência através da natação, promovendo o desenvolvimento físico, motor e emocional”, refere a ANA.
A natação adaptada tem vindo a afirmar-se como uma ferramenta essencial para a inclusão social, ao permitir que pessoas com capacidades diferentes desenvolvam competências físicas, ganhem maior autonomia e fortaleçam as suas competências sociais em ambientes seguros e motivadores.
Este projeto tem sido amplamente valorizado pelas autarquias, pelo papel que assume na integração de alunos com necessidades educativas especiais no contexto escolar. A prática da natação adaptada proporciona não só benefícios físicos e motores, como também promove laços sociais, autoestima e o desenvolvimento pessoal e emocional, contribuindo para a formação de cidadãos mais independentes e confiantes, como desejam as famílias.

“Os clubes desportivos desempenham um papel crucial ao oferecerem programas específicos de Natação Adaptada, muitas vezes em colaboração com autarquias e escolas”, pode ler-se.
“Exemplo disso é o programa implementado em parceria com já algumas Câmaras Municipais e as escolas, que ajuda a garantir que a prática da natação seja inclusiva, contínua e, para alguns, uma porta de entrada para competições”, acrescenta a nota.
“Inicialmente, os atletas começam com estilos básicos, como crol e costas, e, com o tempo, podem evoluir para níveis mais avançados, caso tenham interesse em competir. Mais do que apenas um desporto, este projeto proporciona um sentimento de pertença e inclusão para todos os participantes”, conclui a Associação de Natação do Algarve.
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