Um grupo de cidadãos, residentes, trabalhadores e amigos do interior algarvio, lançou uma petição pública a exigir a reabilitação e reabertura urgente da Estrada Nacional 2 (EN2), no troço entre Barranco do Velho e São Brás de Alportel, atualmente encerrado há vários meses.
No documento, os subscritores manifestam “a nossa profunda indignação e preocupação perante o encerramento prolongado da Estrada Nacional 2 (EN2), no troço que liga o Barranco do Velho a São Brás de Alportel”.
Os promotores alertam que o encerramento desta via estruturante ultrapassa a dimensão de um simples constrangimento, considerando tratar-se de “um ato de isolamento que coloca em risco a sobrevivência e o bem-estar da população da Serra do Caldeirão”.
Impactos na saúde, segurança e economia
A petição destaca várias consequências da interdição da estrada, nomeadamente ao nível da resposta a emergências médicas, sublinhando que “o aumento do tempo de resposta de ambulâncias e socorro médico pode ditar a diferença entre a vida e a morte para quem habita no interior”.
No plano da proteção civil, os signatários consideram que “a limitação de acessos para viaturas pesadas de combate é uma negligência que não podemos aceitar”, sobretudo numa região marcada pelo risco de incêndios florestais.
A dimensão económica é igualmente apontada, com a EN2 descrita como “a ‘Route 66’ portuguesa”, alertando-se que “o seu bloqueio estrangula o comércio local, o alojamento e afasta os turistas que valorizam o património paisagístico da serra”.
Os subscritores referem ainda o impacto social da situação, indicando que “famílias estão separadas por desvios longos e penosos, aumentando os custos de deslocação e o desgaste diário de quem trabalha e estuda na região”.
Perante este cenário, afirmam: “Não aceitamos o abandono a que o interior algarvio tem sido votado”.
Exigências dirigidas às entidades competentes
A petição apela à intervenção das entidades responsáveis, nomeadamente Infraestruturas de Portugal e ministérios competentes, exigindo que “apresentem um cronograma urgente e público para as obras de reparação e estabilização da via”.
Os cidadãos reclamam ainda que se “proceda à reabertura imediata, ainda que condicionada, assim que as condições mínimas de segurança sejam garantidas”, bem como que se invista na manutenção da estrada, valorizando-a como eixo estratégico regional.
Os promotores reforçam que “o interior não pode ser esquecido quando os holofotes se apagam no litoral”, concluindo com um apelo: “Exigimos respeito, segurança e o direito de circular na nossa terra”.
A petição foi criada por Dina Barão – Cachopo, uma aldeia com história.
Para assinar a petição basta clicar aqui.
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