O Cineteatro Louletano recebeu este sábado uma noite marcada pela emoção, durante a apresentação final do Festival MED, onde a Câmara Municipal de Loulé prestou homenagem à memória de Joaquim Guerreiro, criador e primeiro diretor do festival.
A cerimónia destacou o papel determinante desempenhado por Joaquim Guerreiro ao longo de 12 anos na programação cultural do concelho e na afirmação do Festival MED como referência internacional da world music.

O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, considerou que esta distinção representava “um imperativo de justiça” e “uma prioridade” do atual mandato.
“Esta homenagem era uma vontade antiga da nossa comunidade, mas tornou-se para mim uma prioridade desde o momento em que assumi a presidência”, afirmou o autarca, sublinhando tratar-se de uma “convicção pessoal” e de um “dever de gratidão, de reconhecimento e de consciência coletiva por alguém que deixou uma marca indelével na história cultural de Loulé”.
Telmo Pinto destaca legado cultural de Joaquim Guerreiro
Durante o discurso, Telmo Pinto recordou a visão de Joaquim Guerreiro numa altura em que poucos acreditavam que Loulé pudesse afirmar-se internacionalmente através de um festival de world music.
“O Joaquim ousou fazê-lo!”, frisou o presidente da autarquia.
Segundo Telmo Pinto, “essa visão não serviu apenas para criar um festival. Serviu para projetar Loulé, para atrair visitantes, para valorizar o nosso centro histórico e para mostrar que a cultura é um motor de desenvolvimento”.

No mandato autárquico entre 2001 e 2013, Joaquim Guerreiro desempenhou funções de chefe de gabinete e vereador da Cultura, tendo estado ligado à criação de eventos como o Festival MED, Salir do Tempo, Surfóreggae, Ritmos e +Música.
No final da homenagem, a família recebeu uma peça criada pelos designers do Loulé Criativo com o símbolo do MED e a inscrição: “Um legado intemporal de Loulé para o Mundo. Obrigado, Joaquim!”.
Banda belga ÃO confirmada para o Festival MED 2027
A noite prosseguiu com o concerto dos ÃO, banda belga anunciada como a primeira confirmação para o Festival MED 2027.
O grupo apresentou um espetáculo marcado pela fusão entre música eletrónica, art pop, influências latinas e sonoridades inspiradas pelas raízes portuguesas e moçambicanas da vocalista Brenda Corijn.

O concerto serviu também de apresentação ao álbum “Malandra”, lançado em fevereiro, deixando o público com elevadas expectativas para o regresso da banda ao Festival MED em 2027.
À saída do espetáculo, vários espectadores consideraram tratar-se “do melhor concerto de uma apresentação do MED”.
Leia também: Populares alertam para presença de tubarão-azul junto à Ilha da Armona
















