O novo livro de João Ventura, “O Flâneur de Paris”, editado pela The Poets and Dragons Society, continua o seu percurso de apresentação nacional. Depois da estreia no FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos e de sessões em Ovar e Lisboa, a obra será apresentada no dia 5 de dezembro, às 18:00, na Casa do Meio-Dia, em Loulé, por Dora Gago. Segue-se uma segunda apresentação no dia 10 de dezembro, na Biblioteca Municipal de Portimão, conduzida por Adriana Nogueira. Estão ainda previstas sessões em Tavira, Odemira, Évora, Angra do Heroísmo e Paris.
Segundo a sinopse, o livro “percorre-se como quem caminha devagar pelas ruas de Paris”. Mais do que um relato de viagem, “O Flâneur de Paris” assume-se como “um atlas literário íntimo”, uma geografia emocional onde lugares despertam memórias e nomes de ruas remetem para escritores, filmes, canções e figuras que habitam o imaginário do autor.

João B. Ventura traça um mapa pessoal da cidade onde viveu em momentos distintos: do Quartier Latin à Goutte d’Or, dos cafés onde o tempo abranda aos cemitérios onde repousam referências da sua mitologia literária. Mas a sua Paris não é apenas território físico: é também a Paris de Baudelaire, Benjamin, Aragon, Hemingway, Queneau, Perec, Cortázar, Roubaud, Vila-Matas, entre outros. Um palimpsesto construído por camadas onde se inscrevem vivência, literatura e o olhar melancólico de quem regressa sempre, mesmo após se afastar.
Com uma escrita descrita pela crítica como densa, lírica e envolvente, a obra propõe uma flânerie literária que não pretende revelar uma cidade desconhecida, mas ensinar a olhar de novo para o que sempre esteve ali. Recordando Walter Benjamin, o livro retoma a célebre imagem: “Paris é a grande sala de leitura de uma biblioteca por onde corre o Sena”.
O percurso multifacetado de João B. Ventura
Nascido em Portimão, em 1956, João B. Ventura é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas e pós-graduado em Ciências Documentais pela Universidade de Lisboa. Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação (IUL-ISCTE) e em Gestão de Instituições e Empresas Culturais (Universidade de Barcelona), foi leitor de Língua e Cultura Portuguesas na Universidade Sorbonne (Paris IV) e docente na Universidade do Algarve.

Exerceu ainda funções como docente do ensino secundário, bibliotecário, diretor artístico do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão e Delegado Regional da Cultura do Algarve. É sócio-fundador do Instituto de Cultura Ibero-Atlântica, que presidiu, e membro da Associação Portuguesa dos Críticos Literários.
Autor de Bibliotecas e Esfera e Um Lápis no Punho (2024) – descrito por Carlos Vaz Marques como “um manifesto de resistência ao conformismo literário” – colabora regularmente em publicações literárias. O Flâneur de Paris (setembro de 2025) é o seu título mais recente.
















