Morreu Henrique José Agostinho Martins André, antigo combatente, engenheiro eletrotécnico e presidente do Núcleo de Faro da Liga dos Combatentes há mais de uma década. Natural de Faro, onde nasceu a 31 de julho de 1953, era uma figura reconhecida pela sua intervenção cÃvica, pelo percurso ligado aos antigos combatentes e pela ligação à vida pública algarvia.
A notÃcia da sua morte foi recebida com pesar por amigos, familiares, antigos combatentes e por vários setores da sociedade civil algarvia, onde Henrique André deixou uma marca de participação ativa e de defesa das causas em que acreditava.
Uma vida ligada a Faro e ao Algarve
Henrique José Agostinho Martins André nasceu em Faro e manteve ao longo da vida uma forte ligação à sua terra natal. Engenheiro eletrotécnico de formação, foi também professor e empresário, tendo desenvolvido atividade em diferentes áreas ao longo do seu percurso profissional.
Para além da vida profissional, teve intervenção polÃtica no PSD Algarve, onde se cruzou com várias figuras regionais ao longo das últimas décadas. Quem com ele conviveu destaca uma personalidade interventiva, frontal e pouco inclinada a aceitar orientações partidárias quando entendia que estavam em causa erros polÃticos ou desvios ideológicos.
Intervenção cÃvica acima dos partidos
Henrique André era descrito como alguém capaz de olhar para além das estruturas partidárias. Apesar da sua ligação ao PSD Algarve, a sua ação pública não se esgotava na militância polÃtica. Era reivindicativo, crÃtico quando considerava necessário e, por vezes, entrava em rota de colisão com as próprias estruturas partidárias. Essa postura, segundo quem o conhecia, refletia uma forma exigente de estar na sociedade civil, marcada pelo sentido de dever, pela independência de pensamento e por uma cultura de intervenção ativa.
O percurso militar em Angola
A sua vida ficou também marcada pela experiência militar. Henrique André combateu em Angola durante a comissão de 1973 a 1975, integrado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º 21, na 3.ª Companhia de Pára-Quedistas.
Essa experiência terá influenciado a sua forma de estar na vida pública, associada a uma cultura de disciplina, sentido de missão e defesa daqueles que serviram Portugal. O percurso como antigo combatente acabaria por assumir grande relevância na fase posterior da sua vida.
Mais de uma década à frente da Liga dos Combatentes em Faro
Há mais de dez anos, Henrique André presidia ao Núcleo de Faro da Liga dos Combatentes. Ao longo desse perÃodo, dedicou-se à defesa dos antigos combatentes e à valorização da memória daqueles que participaram em missões militares ao serviço do paÃs.
A sua ação na Liga dos Combatentes foi marcada pela proximidade aos antigos militares, pela defesa dos seus direitos e pela preservação da memória coletiva ligada ao serviço militar português. Para muitos antigos combatentes algarvios, Henrique André foi uma voz presente e persistente.
À famÃlia, aos amigos e aos antigos combatentes, o POSTAL endereça as mais sinceras e sentidas condolências pela perda de uma figura que marcou Faro, o Algarve e a comunidade dos que serviram Portugal.
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