A exposição “lugar-depois” inaugurou esta terça-feira, 9 de junho, uma nova fase do Museu Zer0, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, no concelho de Tavira.
A apresentação teve início por volta das 21:30, na Cooperativa Agrícola de Santa Catarina da Fonte do Bispo, onde foram projetadas imagens nos edifícios do espaço, alusivas ao conceito do museu e da exposição.

A mostra reúne artistas de diferentes áreas da arte contemporânea e propõe uma reflexão sobre as crises ecológicas, as transformações climáticas, a perda da biodiversidade e a relação entre território e humanidade.
Nova direção marca arranque de ciclo no Museu Zer0
Segundo Fátima Pereira, curadora da exposição e membro da nova direção do museu, esta etapa fica marcada pela entrada em funções de uma direção composta por cinco mulheres.
“A principal diferença é uma nova direção, completamente assumida por cinco mulheres”, afirmou ao POSTAL, acrescentando que o objetivo passa por dar continuidade à visão do fundador do museu, Paulo Teixeira Pinto, através de um trabalho conjunto.

O conceito de lugar-depois nasce de um questionamento sobre os desafios contemporâneos, desde as alterações climáticas à perda de biodiversidade. “Andamos aqui todos, mas ainda temos tempo de fazer qualquer coisa ou tudo”, referiu a curadora.
Barrocal algarvio e Ria Formosa inspiram criação artística
O Barrocal algarvio surge como elemento central da exposição, não apenas por acolher o Museu Zer0, mas também através das residências artísticas promovidas pela instituição.
Estes programas incentivam os artistas a trabalhar o território e as suas especificidades, dando origem a projetos ligados à realidade local.

Uma das salas da exposição resulta de um trabalho desenvolvido em torno da Ria Formosa, abordando questões relacionadas com este ecossistema e as transformações que o afetam, explicou a responsável ao POSTAL.
A exposição parte da ideia de que o território não se esgota na sua dimensão visível ou geográfica, sendo entendido como um espaço em permanente transformação, onde persistem memórias, vestígios e relações entre paisagem, comunidade, ecossistema e tempo.

“O museu abriu no ano passado, mas agora este é o tempo do museu”, concluiu Fátima Pereira, destacando o início de um novo ciclo para a única instituição portuguesa dedicada exclusivamente à arte digital.
EJ/CM























