
Na Guia, conhecida pela concentração de restaurantes dedicados ao frango assado, há agora um novo espaço que leva a cozinha ao fogo de uma forma mais abrangente. O Ciro abriu a 5 de agosto, no concelho de Albufeira, com uma carta de inspiração mediterrânica onde peixe, marisco, carne e legumes passam pela grelha, pelo forno ou pelo fumo.
Segundo o portal NiT, o projeto pertence ao Vila Vita Parc e representa o 14.º restaurante do grupo e o quinto fora do resort de Alporchinhos. A cozinha está entregue a Francisco Barbosa, chef lisboeta de 40 anos que passou por restaurantes em Lisboa e Londres e integrou durante seis anos o grupo de Jamie Oliver.
Um chef entre Lisboa e Londres
Francisco Barbosa teve os primeiros contactos com a restauração através da mãe, que tinha um restaurante. Começou a trabalhar profissionalmente na cozinha por volta dos 20 anos e acabaria por rumar a Londres, onde também trabalhou cerca de dois anos com o chef português Leandro Carreira, no Londrino. Regressou a Portugal em 2019, passando por projetos como a Taberna do Calhau e a Musa, antes de aceitar o convite do Vila Vita para avançar com o Ciro.
A grelha é o ponto de partida do restaurante. A cozinha dispõe de uma parrilla com grelhas de altura regulável, além de um forno a lenha, sendo utilizados tanto carvão como lenha. “Tudo iria girar à volta de uma parrilla que tem algumas particularidades”, explicou Francisco Barbosa à mesma fonte, referindo que o equipamento permite trabalhar diferentes técnicas.
Carta onde o fogo aparece em quase tudo
A equipa estabeleceu uma regra para a carta: cada prato deve ter pelo menos um elemento que tenha passado pelo fogo, seja grelhado, assado, marcado ou fumado. A proposta não se limita à carne, incluindo produtos do mar e opções de vegetais. Sempre que possível, são utilizados produtos algarvios, embora também haja ingredientes provenientes de outras regiões portuguesas.
Entre as entradas encontram-se sargo em crudo, cavala curada e camarão-tigre, enquanto nos pratos principais surgem peixe do dia, lula grelhada, porco ibérico e espetada de novilho. Há ainda beringela com tahini e sumac e vários acompanhamentos de vegetais. “Somos muito mais do que isso. Criámos pratos de assinatura com os quais nos identificamos”, afirmou o chef à mesma publicação.
Do frango da Guia ao tomahawk
O restaurante não deixou de incluir uma referência direta à tradição gastronómica da zona. O Frango à Ciro custa 18 euros e é preparado com meio frango desossado, azeite de malagueta da casa, agrião, tzatziki de coentros e pão de iogurte. Para quem procura outras opções, o peixe do dia custa 28 euros, ou 48 euros para duas pessoas, enquanto a lula grelhada fica por 26 euros e o porco ibérico por 24 euros.
A carta inclui ainda uma espetada de novilho com guanciale, harissa, chimichurri e batata frita, por 32 euros, e um tomahawk para partilhar, servido com molho da casa e batatas fritas, por 90 euros. Nos acompanhamentos há, entre outras opções, cenouras biológicas, couve-flor gratinada e arroz mediterrânico.
Espaço para além da refeição
O Ciro tem capacidade para 120 pessoas, distribuídas por duas salas, dois bares, um terraço e dois pátios. O restaurante funciona ao almoço, entre as 12:30 h e as 17 h, e ao jantar, das 18 h às 22:30 h.
A abertura marca também o regresso de Francisco Barbosa ao Algarve depois de um percurso dividido entre Lisboa e Londres. No novo projeto, o chef assume uma cozinha construída em torno do fogo, mas com uma carta que procura abranger diferentes produtos e preparações. “No fundo, tudo gira à volta do fumo e do fogo”, resumiu à NiT.
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