O Farense desperdiçou esta segunda-feira uma ‘cartada’ importante na luta pela manutenção na I Liga de futebol, ao empatar 0-0 na receção ao Casa Pia, na 28.ª jornada da prova, desfecho que castiga a ineficácia algarvia.
A equipa da casa passou a ter uma sequência negativa de 14 encontros sem vitórias (13 para o campeonato), mantendo-se no 17.º e penúltimo lugar, com 18 pontos, a cinco do AVS, 16.º, em vaga de play-off, enquanto o tranquilo Casa Pia, que voltou a pontuar fora após quatro derrotas seguidas como visitante, baixou a oitavo, com 40.
Os algarvios, que não vencem desde 21 de dezembro de 2024 (2-1 em Famalicão), operaram três mudanças no ‘onze’ face à derrota (3-2) frente ao Benfica, com os regressos de Lucas Áfrico, Paulo Victor e Yusupha, enquanto nos casapianos João Goulart e Livolant foram as duas novidades nas escolhas iniciais.
A formação de Tozé Marreco dominou praticamente toda a primeira parte, deixando as primeiras impressões de ascendente logo nos minutos iniciais, perante um Casa Pia que até teve mais bola, mas de forma inconsequente.
Yusupha falhou um desvio na pequena área no primeiro minuto e, três minutos volvidos, em resposta a um remate cruzado de Miguel Menino, o guardião Patrick Sequeira somou a primeira de muitas intervenções no encontro.
À passagem do quarto de hora, o internacional português Rony Lopes, um dos mais ativos à direita no ‘4x4x2’ dos anfitriões, com um ‘tiro’ junto ao poste mais próximo, voltou a testar os reflexos do guarda-redes costa-riquenho.
O Casa Pia, que perdeu o central Tchamba por lesão no ombro, ainda na primeira parte, só tentou um remate neste período e não causou mossa junto da baliza de Ricardo Velho, enquanto o Farense voltou a mostrar-se ineficaz perto do intervalo.
Patrick Sequeira saiu novamente ‘por cima’ no duelo com Rony Lopes, aos 38 minutos, e Yusupha, com espaço e tempo para abrir o ativo, atirou incrivelmente ao lado, aos 45+1.
Os algarvios entraram no segundo tempo com o mesmo espírito com que tinham deixado a primeira metade, de que o insistente Rony Lopes foi a face mais visível, criando perigo num remate em jeito que rasou o poste direito, aos 49.
Porém, com o passar dos minutos, e apesar de continuar a ter domínio territorial, a dinâmica dos jogadores do Farense foi perdendo intensidade, escasseando os lances de perigo junto da baliza dos casapianos, que cerraram fileiras para anular os muitos cruzamentos caseiros.
Já nos descontos, Tozé Marreco, já quase em ‘desespero’, ainda arriscou com Cláudio Falcão a trocar a posição de central pela de avançado, mas o marcador manteve-se sem alterações.
Leia também: Conheça o arroz muito consumido em Portugal que é o mais contaminado por agrotóxicos
















