O documentário Ca(le)jados da Terra, realizado por Ana Beatriz Bernardo de Jesus, vai percorrer várias localidades do Algarve durante agosto e setembro, através de um ciclo de sessões de cinema ao ar livre integrado no projeto Ca(le)jados da Terra – Cinema Itinerante de Proximidade.
A iniciativa, apoiada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), pretende levar o filme às comunidades que estiveram na origem do projeto e promover a reflexão em torno da pastorícia, da memória rural e do património cultural imaterial do interior.
Depois de ter contado com o apoio da CCDR Algarve durante a fase de criação e produção, o documentário entra agora numa etapa dedicada à circulação pelas comunidades. Cada projeção será seguida de uma conversa aberta com o público, destinada à partilha de memórias, experiências e reflexões sobre os desafios atuais da atividade pastoril.
Sessões passam por São Brás, Querença, Benafim e Mértola
As primeiras sessões confirmadas estão marcadas para Mesquita, São Romão e Parises, no concelho de São Brás de Alportel, seguindo-se duas exibições convidadas em Mértola, uma sessão em Querença e outra em Benafim.
Todas as projeções começam às 21:00. O ciclo arranca a 18 de agosto, em Mesquita, seguindo-se São Romão, no dia 20, e Parises, no dia 22. A 25 de agosto, o documentário será exibido em Corte da Velha, em Mértola, e, no dia seguinte, no Espaço Casa Velha, também naquele concelho alentejano.
A 27 de agosto, a iniciativa passa por Querença, terminando, entre as sessões já confirmadas, a 11 de setembro, em Benafim.
Segundo a organização, as projeções decorrerão em largos, adros de igrejas e outros espaços públicos, transformados temporariamente em locais de exibição cinematográfica e encontro com as populações.
Filme acompanha quotidiano de pastores e inicia percurso internacional
Ca(le)jados da Terra acompanha o quotidiano dos pastores e aborda diferentes dimensões da vida rural, desde a relação com os animais e o território até aos incêndios, terrenos abandonados, produção de queijo e lã e presença de animais selvagens.
Na sinopse, a produção descreve o documentário como um retrato de uma profissão marcada simultaneamente pela dureza e pela ligação à liberdade e à terra, procurando dar visibilidade aos conhecimentos adquiridos através da experiência de várias gerações.
O documentário foi recentemente selecionado para o Mountainfilm Summit No. 3, festival internacional dedicado às montanhas e aos territórios rurais, que decorrerá na Bósnia e Herzegovina, iniciando assim o seu percurso internacional.
A produção está a cargo da Associação Barro I Cal e da Fui atrás, enquanto o projeto conta com o apoio da CCDR Algarve. Entre os parceiros das sessões confirmadas encontram-se os municípios, juntas de freguesia e entidades locais das localidades abrangidas.
A organização adianta ainda que permanecem abertas possibilidades para novas sessões noutras localidades do Algarve e do Alentejo.
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