O tribunal decretou esta quarta-feira a prisão preventiva do homem detido em Portimão por suspeita de se ter aproveitado da sua função de “baby-sitter” para cometer 20 crimes de abuso sexual de crianças, adiantou à Lusa uma fonte policial.
A Polícia Judiciária (PJ) tinha anunciado, na terça-feira, a detenção de um homem de 19 anos, suspeito da prática dos crimes contra duas crianças, de 7 e 8 anos, entre maio e 24 de junho. O suspeito terá ainda realizado gravações e captado imagens dos abusos.
Suspeito vivia com as vítimas em regime de coabitação
“O suspeito, valendo-se da confiança gerada nos progenitores, começou a desempenhar funções de ‘baby-sitter’, a tempo inteiro, em regime de coabitação com as vítimas, duas crianças de 7 e 8 anos”, contou a PJ quando anunciou a detenção.
A mesma fonte esclareceu na ocasião que os abusos contra os menores foram cometidos quando os pais das crianças se ausentavam da habitação e, para “comprar o silêncio das vítimas”, o detido dava-lhes doces e deixava-as jogar videojogos além do tempo estabelecido pelos pais.
A PJ salientou que a investigação foi iniciada na segunda-feira, por denúncia de um dos pais das crianças, tendo os investigadores recolhido “relevantes elementos probatórios” que culminaram na detenção do suspeito, em Portimão, no distrito de Faro, “com a colaboração da GNR local”.
O homem foi esta quarta-feira presente ao tribunal de instrução para o primeiro interrogatório judicial e, no final, foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva, a mais gravosa prevista no código penal.
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