No Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, foi cancelado um voo com destino a Lisboa operado pela TAP. A decisão gerou polémica e poderá ter causado prejuízos superiores a meio milhão de euros.
Recusa do transporte do cão na cabine
O animal, classificado como cão de suporte emocional, de acordo com a Executive Digest, deveria viajar na cabine para acompanhar a sua tutora, uma jovem portuguesa de 12 anos diagnosticada com autismo. A família da menina procurou a justiça para garantir o direito do animal viajar junto da irmã.
A TAP recusou o embarque do cão na cabine, alegando que o transporte contrariava o seu manual de operações de voo.
A companhia, tal como refere a mesma fonte, sugeriu que o animal fosse colocado no porão do avião, uma solução rejeitada pela passageira, que possuía uma ordem judicial provisória para o cão viajar na cabine.
Conflito e consequências no aeroporto
A recusa da TAP, segundo a Executive Digest, levou à intervenção da Polícia Federal no aeroporto do Galeão. O gerente da companhia foi multado por desobedecer à ordem judicial que autorizava o transporte do cão na cabine.
O voo, inicialmente marcado para as 15h40 de 24 de maio, foi impedido de partir. Um segundo voo planeado para as 20h25 atrasou-se e só iniciou o check-in quase à meia-noite, mas sem o cão de assistência a bordo.
Alguns passageiros presentes no aeroporto relataram confusão e protestos no momento do impedimento do voo. A situação gerou atraso generalizado, afetando o planeamento de todos os que viajavam naquela tarde, gerando desconforto e reclamações.
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Impacto para a família e para a TAP
De acordo com a mesma fonte, esta não foi a primeira vez que a TAP impediu o embarque do cão de assistência. Em abril, quando a família se mudou para Portugal, a companhia também não permitiu que o animal viajasse.
O pai da jovem entrou com um processo judicial, relatando os prejuízos emocionais que a separação entre a filha e o cão causou a ambos.
Na sequência, tal como referido pela fonte citada anteriormente, a justiça emitiu uma ordem para que o cão viajasse com a irmã da criança, mas a decisão voltou a ser ignorada pela TAP. A jovem, autista não-verbal, sofreu uma crise de ansiedade ao saber que o cão não viajaria, segundo informações da família.
O caso gerou uma forte repercussão nas redes sociais, com muitos utilizadores a expressarem solidariedade para com a família e críticas à postura da companhia aérea.
Para além disso, segundo a mesma fonte, organizações de defesa dos direitos das pessoas com deficiência pediram esclarecimentos e medidas para evitar situações semelhantes no futuro.
Perdas financeiras significativas para a companhia aérea
Tal como foi descrito pela Executive Digest, o cancelamento do voo causou um impacto financeiro elevado para a TAP. Além do valor dos bilhetes, o alojamento e alimentação dos cerca de 300 passageiros retidos, somou-se o custo do regresso do avião vazio a Portugal.
Os prejuízos estimados ultrapassam meio milhão de euros, refletindo o custo do incumprimento da ordem judicial e da posterior decisão de cancelar o voo para evitar transportar o cão na cabine.
O episódio levanta questões sobre a forma como as companhias aéreas gerem casos que envolvem animais de assistência, e a necessidade de alinhar procedimentos internos com legislações nacionais e internacionais relativas à acessibilidade e direitos humanos.
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