Durante anos, atar uma fita ou etiqueta colorida à mala tornou-se uma prática comum entre os viajantes. A tradição foi passada entre gerações como forma eficaz de distinguir rapidamente a bagagem na passadeira rolante do aeroporto. Muitos aprendem este truque ainda em criança, seguindo o exemplo dos pais. À primeira vista, parece uma solução simples, prática e útil, mas há um inconveniente.
Interferência nos sistemas de leitura automática
Segundo um funcionário do Aeroporto de Dublin, esta estratégia pode causar problemas inesperados. Em declarações ao New York Post, foi explicado que as fitas, etiquetas ou autocolantes podem interferir nos scanners automáticos de bagagem. Quando isso acontece, a mala tem de ser processada manualmente. Este desvio pode causar atrasos e, em alguns casos, impedir que a bagagem embarque no voo previsto.
As máquinas de leitura automática são programadas para detetar as etiquetas de bagagem oficiais. Elementos adicionais podem perturbar essa leitura, provocando falhas no sistema.
Assim, quanto mais “limpa” estiver a mala, maiores são as hipóteses de o processo decorrer sem incidentes. A remoção de autocolantes antigos também é recomendada para evitar confusões nos sistemas de triagem.
Dificuldades para os passageiros sem alternativa ao porão
Enquanto alguns viajantes optam por não despachar malas para evitar complicações, muitos outros não têm essa possibilidade. Nestes casos, é habitual recorrerem a elementos visuais para facilitar a identificação da mala. A fita colorida é o recurso mais comum, usado como forma de evitar trocas ou confusões no tapete de recolha. No entanto, este hábito pode acabar por causar o efeito contrário.
John, funcionário do aeroporto irlandês, revelou que os acessórios externos estão a prejudicar o funcionamento dos sistemas. “Fitas que as pessoas amarram em suas malas para ajudar a identificá-las podem causar problemas com a mala que está sendo escaneada no saguão de bagagem”, disse ao RSVP Live. A consequência direta é o envio da mala para inspeção manual, o que atrasa todo o processo.
Bagagens desviadas por falha no scanner automático
Segundo o mesmo responsável, sempre que a leitura automática falha, a bagagem entra num circuito alternativo. Isso significa que a mala pode não seguir diretamente para o porão do avião. “Se a mala não puder ser escaneada automaticamente, ela pode acabar em processamento manual, o que pode significar que sua mala não chega ao voo”, alertou John. O risco de extravio aumenta consideravelmente nestas situações.
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Escreve ainda o New York Post que também é importante prestar atenção à forma como a mala é entregue no balcão. John sugere que as rodas fiquem numa posição que minimize o risco de danos durante o transporte.
Embora as companhias aéreas sejam responsáveis por reparar ou compensar malas danificadas, o processo de reclamação pode ser demorado. Prevenir é, neste caso, a forma mais eficaz de evitar transtornos.
Eliminar elementos desnecessários antes do voo
Remover fitas, etiquetas de viagens anteriores e autocolantes decorativos é uma forma de facilitar a triagem da bagagem. O objetivo é reduzir qualquer interferência nos sistemas automáticos de leitura. Com menos distrações visuais, os sensores e leitores conseguem identificar corretamente a etiqueta oficial de despacho, assegurando o envio da mala para o destino certo.
Mesmo com estas recomendações, continua a ser importante que a mala tenha uma etiqueta com os dados de contacto do proprietário. Nome, telefone e morada devem estar visíveis numa zona apropriada da bagagem. Esta medida é útil em caso de extravio e não interfere com os sistemas de leitura automática. A diferença está entre identificação funcional e acessórios desnecessários.
Precauções simples podem evitar atrasos
Embora as companhias aéreas estejam obrigadas a devolver ou compensar os passageiros por malas danificadas ou extraviadas, nem sempre o processo é rápido.
Os atrasos na recuperação de bagagem podem comprometer planos de viagem e causar grande frustração. Evitar erros simples, como o uso de fitas, é uma forma eficaz de melhorar a experiência de voo.
As recomendações deixadas pelo funcionário do Aeroporto de Dublin são um alerta para todos os que preparam malas para viagens de avião. Ajustar pequenos detalhes pode fazer a diferença entre uma viagem tranquila e uma cheia de contratempos. Com malas devidamente preparadas, sem obstáculos para os scanners, é possível garantir maior eficácia no transporte.
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