O aparecimento de musgo na relva é um problema frequente durante o inverno, sobretudo em jardins com excesso de humidade e pouca exposição solar. Com a primavera a aproximar-se, muitos proprietários começam a olhar para o estado da relva e percebem que aquelas manchas verdes mais densas podem comprometer o crescimento saudável da erva.
Depois de meses frios e chuvosos, o musgo encontra o cenário perfeito para se desenvolver. Desenvolve-se facilmente em solos compactados, mal drenados ou sombrios, ocupando os espaços onde a relva está mais fraca. O resultado é um tapete irregular, com zonas amareladas e aspeto descuidado.
Além do relvado, pode surgir em pátios, entradas de garagem ou telhados, sempre que a luz solar é escassa. Embora à primeira vista pareça inofensivo, a sua presença contínua impede que a água, a luz e os nutrientes cheguem às raízes da relva, de acordo com o jornal britânico The Mirror.
Por que é que o musgo enfraquece a relva
Jane Fairlie, diretora de desenvolvimento técnico da empresa britânica Pelsis Doff, explica que o musgo pode parecer macio ao pisar, mas representa um obstáculo sério ao crescimento da relva. “O musgo pode parecer macio debaixo dos pés, mas rapidamente toma conta do relvado, impedindo que a luz solar, a água e os nutrientes cheguem às raízes da relva.”
Segundo a especialista, o contraste torna-se evidente no final do inverno: enquanto a relva apresenta um tom mais baço e enfraquecido, o musgo mantém-se verde e resistente.
“É particularmente visível depois do inverno, quando a relva parece cansada e amarelada, enquanto o musgo continua teimosamente verde. Como os esporos de musgo estão sempre presentes, a chuva pode espalhá-los facilmente para zonas despidas, tornando a eliminação definitiva mais difícil”, refere, citada pela mesma fonte.
Quando deve intervir
A melhor altura para tratar o musgo é em março ou em setembro, no início ou no fim da fase de crescimento da relva. Com a primavera prestes a começar, este é o momento certo para agir e evitar que o problema se agrave. Jane Fairlie aponta duas abordagens consideradas as mais eficazes, dependendo do estado do relvado e do tempo disponível.
Remoção manual ou mecânica
“Passar o ancinho ou utilizar um escarificador elétrico, que pode ser alugado numa loja de ferramentas por um valor diário, remove eficazmente o musgo, sobretudo quando o solo está seco”, refere ainda a especialista. Este método permite retirar grande parte do musgo acumulado, mas pode deixar zonas do terreno expostas e revelar áreas de solo compactado. Não é um processo imediato nem particularmente leve, mas é considerado o mais seguro para a saúde do relvado.
Depois da remoção, convém arejar o solo e proceder a uma nova sementeira nas áreas mais afetadas, para estimular o crescimento uniforme da relva, de acordo com a mesma fonte.
Produtos específicos exigem cuidado
Outra solução passa pela aplicação de produtos próprios para controlo de musgo. Estes tratamentos atuam bloqueando a produção de clorofila, fazendo com que o musgo escureça e acabe por secar.
“Estes produtos também alimentam o relvado e ajudam a controlar ervas daninhas. No entanto, é fundamental seguir cuidadosamente as instruções de aplicação para evitar excesso de produto, que pode deixar manchas negras”, refere ainda a especialista. A utilização descuidada pode comprometer o aspeto do relvado, pelo que a dosagem deve ser respeitada com rigor.
E os remédios caseiros?
Entre as soluções populares encontra-se a aplicação de detergente da loiça diluído em água. No entanto, a especialista deixa um aviso claro: “Não se trata de um produto de proteção de plantas registado.” Ou seja, pode não só ser ineficaz como prejudicar a relva ou alterar o equilíbrio do solo, refere, citada pelo The Mirror.
Controlar o musgo antes da primavera permite recuperar a vitalidade do relvado e criar melhores condições para o crescimento nos meses mais quentes. Pequenas intervenções agora podem evitar um problema maior quando o jardim voltar a estar em plena utilização.
















