Os dispositivos inteligentes estão cada vez mais presentes no dia a dia e surgem em formatos cada vez mais discretos, como relógios, pulseiras e até anéis. No entanto, um destes acessórios acabou por transformar a viagem de um passageiro numa experiência de grande aflição e levou mesmo a uma ida às urgências do hospital.
O caso envolveu Daniel Rotar, um cidadão britânico que desde janeiro deste ano usava diariamente um anel inteligente da Samsung. O acessório, vendido como alternativa mais discreta aos tradicionais smartwatches, parecia cumprir a função até ao momento em que a bateria começou a dar sinais de falha.
Pouco antes de embarcar num voo, Daniel apercebeu-se de que o anel estava preso ao dedo e provocava dor. O motivo era a bateria interna, que começou a inchar de forma visível e perigosa, de acordo com o jornal britânico The Mirror.
Impedido de embarcar
A situação acabou por se complicar ainda mais quando a companhia aérea recusou a sua entrada no avião, por razões de segurança. O passageiro, que já viajava há cerca de 47 horas, teve de pagar uma noite extra de hotel e adiar o regresso a casa para o dia seguinte.
Nas redes sociais, partilhou imagens do anel preso ao dedo, escrevendo: “Podem ver a bateria a expandir. Nada bom para algo que está preso ao meu dedo.”

Urgência hospitalar
Sem conseguir retirar o dispositivo, o passageiro foi conduzido às urgências do hospital. Ali, os médicos procederam à remoção do anel, que entretanto já provocava dores intensas. O utilizador admitiu, citado pela mesma fonte, que nunca mais voltará a usar um acessório semelhante.
Segundo relatou, a autonomia da bateria já mostrava sinais de degradação desde há algum tempo: inicialmente durava até sete dias, mas nos últimos meses não ultrapassava um dia e meio.
Reações e experiências partilhadas
Nas redes sociais, vários internautas reagiram ao caso. Um utilizador contou que passou pela mesma situação e que recorreu a uma ferramenta Dremel para cortar o anel. Outro sugeriu truques caseiros, como usar manteiga derretida para lubrificar o dedo e tentar soltar o acessório.
Outros não esconderam a indignação: “É aceitável que uma bateria de telemóvel ou de smartwatch inche, porque podemos retirá-los facilmente. Mas um anel é outra história”, escreveu um seguidor.
Resposta oficial da marca
A Samsung não tardou a reagir. Em comunicado, um porta-voz afirmou: “A segurança dos nossos clientes é a nossa principal prioridade. Este é um caso extremamente raro e estamos em contacto direto com o senhor Rotar para recolher o produto e analisar a situação.”
Embora se trate de um episódio invulgar, o caso deixou no ar preocupações quanto à segurança deste tipo de dispositivos, refere ainda o The Mirror. A proximidade direta com a pele e a dificuldade em remover o acessório em caso de emergência levantam novas questões sobre a sua utilização diária.
Leia também: Britânicos consideram esta cidade portuguesa um dos piores destinos para reformados
















