A dúvida é comum e repete-se nas farmácias todos os invernos: o que tomar em caso de gripe ou febre, paracetamol ou ibuprofeno? Um enfermeiro espanhol tornou-se viral nas redes sociais depois de explicar, de forma simples e direta, qual destes medicamentos é o mais indicado para tratar sintomas gripais.
O enfermeiro Jorge Ángel esclareceu num vídeo divulgado pelo jornal El Confidencial que o paracetamol é o fármaco preferencial em casos de febre, estados gripais e dores leves ou moderadas. A sua explicação, partilhada milhares de vezes, tem ajudado muitos a compreender a diferença entre os dois medicamentos mais comuns nas casas dos espanhóis e portugueses.
Paracetamol: a melhor opção em caso de gripe e febre
O enfermeiro recomenda o uso de paracetamol para controlar a febre e aliviar dores associadas a infeções virais. O medicamento é conhecido pelas suas propriedades analgésicas e antipiréticas, o que o torna adequado para sintomas gripais e dores de cabeça.
Contudo, Jorge Ángel alertou para um erro frequente: o paracetamol não deve ser utilizado para combater os efeitos da ressaca. Além disso, reforçou que o consumo excessivo pode causar danos no fígado, pelo que é essencial respeitar as doses indicadas no folheto informativo e evitar automedicação.
Ibuprofeno: útil mas com riscos
No mesmo vídeo ouve-se que o ibuprofeno também serve para reduzir a dor e a febre, mas distingue-se pelas suas propriedades anti-inflamatórias. O enfermeiro destacou que este fármaco é mais indicado em situações que envolvem inflamação, como dores menstruais, musculares ou articulares.
Apesar da sua eficácia, Jorge Ángel advertiu que o uso prolongado ou descontrolado de ibuprofeno pode provocar irritação gástrica e outros problemas digestivos. Segundo a mesma fonte, o profissional recordou que este medicamento deve ser tomado com precaução e, muitas vezes, acompanhado de um protetor gástrico, sobretudo em pessoas com o estômago sensível.
Regra essencial: não se automedicar
Acrescenta a publicação que, embora as recomendações do enfermeiro tenham sido amplamente elogiadas pela sua clareza, os especialistas insistem num ponto fundamental: nem o paracetamol nem o ibuprofeno devem ser usados sem orientação médica.
Cada pessoa tem o seu próprio historial de saúde, possíveis alergias e contraindicações. Por isso, a decisão sobre qual medicamento tomar deve ser sempre acompanhada por um profissional de saúde. Conforme o El Confidencial, também é importante não ultrapassar as doses recomendadas nem prolongar o tratamento além do necessário, uma vez que o uso inadequado pode agravar os sintomas ou causar efeitos adversos.
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