Conseguir aceitar-nos tal como somos, sem rodeios, sem (des)culpas nem manipulações, deve ser um dos sentimentos mais gratificante que podemos atingir.
Aceitar-nos: sem egoísmos, sem egocentrismos, sem vaidade ou arrogância, sem vitimização. Simplesmente aceitar-nos, assim, sem mais nem menos. Isto, acredito que é mais do que meio caminho andado para a completude do Ser.
Este Ser que somos todos e cada um de nós e que ao aceitar-se consegue amar-se, querer-se, respeitar-se, e disponibilizar-se para si mesmo e também para os outros, para o mundo, para o universo… para a alma.
Contudo, quantas vezes a vida não nos apresenta situações menos bonitas, que tendem a desestabilizar-nos? A tirar-nos do nosso `centro´?
E é mesmo assim. É a vida a acontecer. E é normal se nesses momentos mais difíceis surgem dúvidas ou se se instala um pequeno desequilíbrio interno, pois somos seres humanos, e é assim que somos: emocionais.
Por isso é importante gerir as nossas emoções de forma saudável e equilibrada. Assertivamente. E é mais fácil conseguir fazê-lo se praticamos a conceção sincera, pura e livre ao nosso coração, ao nosso sentir mais intimo e verdadeiro.
Estando ai conectados sabemos que, em consciência responsável e humilde, seremos impulsionados a atuar no melhor de nós. Desde o nosso coração. E enquanto nos mantemos ligados a essa nossa parte luz, de bondade, carinho, compaixão, respeito, humildade… mais fácil será contribuir com a nossa parte para o mundo.
Isto não quer dizer que seja algo fácil de fazer e manter por todo o sempre nas nossas vidas, mas merecemos permitir-nos tentar. Merecemos recolher os frutos do caminho feito até o melhor de nós, porque é feito com verdade, com amor.
Acredito que nos tempos que correm é imperativo fazermos a nossa parte, desde o nosso lugar, efetivamente olhar para nosso interior e encontrar a forma de mantermo-nos ligados ao melhor de nós.
E como podemos fazer isso?
Cuidando da nossa saúde física, emocional e psicológica, por exemplo.
Criando momentos de silencio, meditação e/ou reflexão.
Sendo gratos.
Praticando atividades que nos proporcionem prazer, alegria.
Rodeando-nos de pessoas sinceras e positivas que nos motivam.
Reforçando hábitos saudáveis e rotinas darias que nos mantenham na direção do nosso bem-estar e satisfação.
Alimentar bem o nosso corpo e nossa alma, assim como também a nossa mente, fomentando sentimentos bons, pensamentos positivos, atitudes assertivas e compreensivas.
Orientando nossas escolhas e comportamentos a partir dos nosso valores e princípios.
Baseando-nos no respeito mutuo, próprio da aceitação.
Estes são só alguns exemplos que eu própria utilizei – e utilizo-. Mas, claro está que existem muitos mais.
Na minha humilde opinião, acredito que é uma forma de fazer a minha/nossa parte.
Gratidão.
Leia também: Dar-nos tempo para desfrutar da vida | Por Andrea Moura
















