Teresa Guilherme voltou a recordar um dos episódios mais marcantes da sua vida financeira, revelando que perdeu cerca de três milhões de euros com a queda do Banco Espírito Santo (BES) e que, apesar das tentativas feitas, nunca conseguiu recuperar esse dinheiro. A apresentadora falou sobre o assunto numa entrevista ao podcast The Leite Show.
A conversa surgiu durante uma entrevista conduzida por Flávio Furtado, que quis perceber de que forma aquela perda alterou a vida da antiga apresentadora de televisão.
Desilusão foi o primeiro impacto
Questionada sobre se os três milhões de euros fizeram realmente diferença, Teresa Guilherme explicou que o sentimento inicial não foi tanto o impacto financeiro, mas a quebra de confiança numa instituição onde acreditava estar a proteger as suas poupanças. “Na altura não. Quando aconteceu, não. Foi mais a desilusão”, afirmou. “É a desilusão de confiares numa instituição, num banco, e, de repente, a tua vida muda. Tudo fica relativo”, acrescentou nas suas declarações citadas pelo Correio da Manhã.
Com o passar do tempo, as consequências tornaram-se inevitáveis e obrigaram-na a reorganizar completamente as suas despesas e prioridades. A apresentadora contou que passou a pensar duas vezes antes de fazer gastos que anteriormente encarava com naturalidade. “O que eu tive de fazer? Reduzir as minhas despesas”, explicou, admitindo que passou a ponderar decisões relacionadas com viagens, hotéis e outras despesas do dia a dia.
Vantagem de não ter dívidas
Durante a entrevista, Teresa Guilherme destacou que houve um fator que ajudou a enfrentar essa nova realidade financeira: não tinha créditos nem dívidas quando perdeu o dinheiro. “O que me correu bem foi não ter créditos, não dever nada de coisa nenhuma. Mas redimensionei a minha vida”, disse, deixando claro que a adaptação passou por rever hábitos e ajustar o orçamento às novas circunstâncias.
Ao refletir sobre a mudança, Teresa Guilherme recorreu a uma expressão que diz recordar de Herman José para resumir o momento que viveu após a perda do património. “Quando eu era rica foi uma altura da minha vida”, citou, acrescentando que, depois disso, o caminho passou por continuar a trabalhar e adaptar-se à realidade que encontrou.















