A possibilidade de cheias voltou a colocar a cidade de Alcácer do Sal sob vigilância apertada, com a Proteção Civil a admitir “receios” quanto ao impacto da subida do Rio Sado ao final da tarde desta terça-feira, 3 de janeiro. O cenário pode obrigar à retirada preventiva de moradores de zonas ribeirinhas, caso o nível da água continue a aumentar.
Desde as primeiras horas do dia, equipas municipais e operacionais têm acompanhado a evolução do caudal e contactado diretamente residentes e comerciantes, alertando para a necessidade de preparação perante um possível agravamento da situação.
Momento mais crítico está identificado
De acordo com o Correio da Manhã, a maior preocupação das autoridades está concentrada no período a partir das 16:30, quando a maré deverá inverter e provocar nova subida do rio. “Quando subir a maré, prevê-se uma situação mais complexa”, afirmou o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.
“O rio vai novamente subir e galgar as margens”, acrescentou o responsável, sublinhando que o nível elevado do Sado mantém o risco de inundações em várias artérias da cidade.
Madrugada deixou sinais de alerta
Segundo a mesma fonte, durante a madrugada a água voltou a invadir a Avenida dos Aviadores, alcançando entradas de habitações e estabelecimentos comerciais. Em alguns pontos, a subida terá rondado um metro, sem recuo significativo ao longo da manhã.
Mesmo com a baixa-mar registada perto das 11 h, o nível do rio manteve-se elevado, reforçando as preocupações quanto ao comportamento do Sado nas horas seguintes.
Evacuação não está excluída
Escreve o jornal que, para já, “a situação ainda não oferece perigo”, mas a Proteção Civil admite que a retirada de pessoas poderá ser equacionada caso o cenário se agrave. “Estamos atentos e preparados para agir”, disse Tiago Bugio.
O responsável explicou que a entrada da água na baixa da cidade, pelo lado da Praça de Touros e da Avenida dos Aviadores, é um dos fatores que está a ser monitorizado com maior atenção.
Câmara com plano definido
O vice-presidente da Câmara de Alcácer do Sal, António Grilo, confirmou que existe um plano preparado para uma eventual retirada de moradores. “Está preparado um plano, mas não quer dizer que vá ser acionado”, afirmou.
Segundo o autarca, as equipas do município estão a informar a população e a aconselhar medidas preventivas, tanto para o período da tarde como para a madrugada seguinte.
Quantas pessoas podem ser afetadas
Conforme o Correio da Manhã, o plano prevê a eventual retirada de cerca de 80 pessoas, embora a maioria possa recorrer a soluções alternativas. “A percentagem com necessidade de realojamento será residual”, explicou António Grilo.
O autarca adiantou ainda que vários hotéis e entidades privadas já manifestaram disponibilidade para acolher eventuais desalojados, caso a subida do rio obrigue a uma resposta imediata.
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