A segunda semana de maio arranca com um cenário meteorológico pouco estável em Portugal continental, marcado por temperaturas abaixo da média, episódios de precipitação e a possibilidade crescente de uma nova depressão perto do território no final do período em análise. Entre 11 e 17 de maio, o tempo deverá alternar várias vezes, obrigando a atenção redobrada de quem depende das condições atmosféricas para planear o dia a dia.
De acordo com o Luso Meteo, site especializado em meteorologia e acompanhamento de modelos atmosféricos, a semana será dominada por um anticiclone mantido à distância, circunstância que abre espaço à aproximação de cavados e depressões em latitudes relativamente baixas. Segundo a mesma fonte, este enquadramento sinóptico aumenta a probabilidade de episódios de instabilidade, sobretudo ao longo dos primeiros dias e novamente a partir do fim da semana.
Instabilidade marca o início da semana
O arranque faz-se com um quadro instável já na segunda-feira, especialmente no Norte e Centro, onde são esperados aguaceiros, por vezes acompanhados de trovoada e queda pontual de granizo. O ambiente será fresco e o céu frequentemente muito nublado, ainda que o Sul do país possa beneficiar de algumas abertas. O vento deverá soprar de forma moderada e o estado do mar não apresentará, para já, motivos de preocupação.
Na terça-feira, a instabilidade não só persiste como tende a intensificar-se em algumas regiões. O risco de trovoadas mais fortes aumenta no Norte e Centro, com possibilidade de granizo de maior dimensão em situações localizadas durante a tarde. As temperaturas sobem ligeiramente, mas continuam contidas para a época. A Sul, o padrão mantém-se mais seco e com períodos de sol.
Uma pausa relativa a meio da semana
A meio da semana surge uma melhoria temporária. Entre quarta e quinta-feira, o tempo deverá apresentar-se mais seco, com maior frequência de abertas e formação de nevoeiros matinais em alguns locais, sobretudo no litoral e zonas baixas. Ainda assim, esta estabilização será limitada.
O vento de norte começa a ganhar intensidade, em especial na quinta-feira, contribuindo para uma sensação térmica mais baixa, apesar da presença de sol em vários períodos do dia. Não está totalmente excluída a ocorrência de aguaceiros fracos junto à faixa costeira.
O regresso da incerteza a partir de sexta-feira
É a partir de sexta-feira que o cenário volta a levantar dúvidas. Os modelos sugerem a possibilidade de uma nova entrada de ar mais frio de norte, que poderá interagir com o ar marítimo existente a oeste da Península Ibérica. Este cruzamento cria condições para o reaparecimento da instabilidade, com precipitação e vento a tornarem-se mais prováveis ao longo da tarde e durante o fim de semana.
A incerteza ainda é significativa, mas o padrão atmosférico mantém-se propício a novos desenvolvimentos, incluindo a eventual formação de uma depressão nas proximidades do território continental.
Açores e Madeira com tempo irregular
Nos arquipélagos, o comportamento do tempo segue uma lógica semelhante, embora com particularidades próprias. Nos Açores, esperam-se aguaceiros frequentes, intercalados com boas abertas, num ambiente geralmente fresco e com vento fraco a moderado. Já na Madeira, o fluxo de norte deverá ser persistente, trazendo precipitação fraca mas recorrente, bem como vento moderado a forte a partir de meados da semana, fator determinante para uma sensação térmica mais baixa.
Segundo a mesma fonte especializada, alguns modelos apontam mesmo para anomalias térmicas negativas entre três e seis graus em fases da semana, tanto no continente como nas ilhas. Ainda que o detalhe fino da previsão dependa de novas atualizações, o sinal dominante mantém-se: o tempo deverá continuar instável e o final da semana pode reservar novas surpresas.















