O GPL continua a ser uma opção para muitos condutores em Portugal, sobretudo por apresentar preços geralmente mais baixos do que a gasolina e o gasóleo. Mas quem conduz um automóvel movido a Gás de Petróleo Liquefeito sabe que o abastecimento tem algumas diferenças face aos combustíveis tradicionais e exige cuidados adicionais.
De acordo com a Razão Automóvel, uma das dúvidas mais frequentes está relacionada com as luvas que muitos postos disponibilizam junto às bombas de GPL. Apesar de serem recomendadas por motivos de segurança, não existe em Portugal uma obrigação legal expressa que imponha ao condutor o uso de luvas durante o abastecimento deste combustível.
Luvas não são obrigatórias, mas são aconselhadas
A principal razão para usar luvas está na forma como o GPL é armazenado e abastecido. Ao contrário da gasolina ou do gasóleo, que são armazenados à pressão atmosférica, o GPL é mantido sob pressão e no estado líquido. Isto faz com que o momento de desligar a pistola da bomba exija alguma atenção.
Quando a pistola é retirada, pode ser libertada uma pequena quantidade de GPL. Ao passar rapidamente do estado líquido para o gasoso, este combustível provoca um arrefecimento acentuado da pistola, do adaptador e das superfícies próximas. O contacto direto da pele com o GPL ou com essas zonas muito frias pode causar queimaduras pelo frio.
É por esse motivo que muitos postos de abastecimento colocam luvas à disposição dos clientes. O objetivo é reduzir o risco de contacto direto com superfícies arrefecidas e tornar o abastecimento mais seguro, mesmo que a sua utilização não seja obrigatória por lei.
Há cuidados a cumprir antes de abastecer
O abastecimento de GPL é simples, mas deve ser feito com atenção. Tal como acontece com outros combustíveis, o condutor deve começar por imobilizar o veículo, desligar o motor e acionar o travão de estacionamento antes de iniciar o processo.
Depois, deve confirmar que a pistola está corretamente encaixada no bocal ou no adaptador do veículo. Não deve forçar a ligação, nem ignorar as instruções afixadas na bomba. No final do abastecimento, é importante interromper o processo e desbloquear o mecanismo da pistola antes de a retirar.
Ao desligar a mangueira, pode ouvir-se um breve som associado à libertação da pressão existente na ligação. Esta pequena descarga é habitual no abastecimento de GPL e não significa, por si só, que exista uma fuga no veículo.
Cheiro intenso a gás exige atenção
Apesar de uma pequena libertação de pressão ser normal no fim do abastecimento, há sinais que não devem ser ignorados. Se o condutor detetar um cheiro intenso a gás ou uma fuga contínua, deve afastar-se da zona da bomba e informar imediatamente um funcionário do posto.
Outra particularidade do GPL está no enchimento do depósito. Por razões de segurança, o depósito não é totalmente cheio. Uma válvula interrompe automaticamente o abastecimento quando é atingido cerca de 80% da capacidade.
Esse espaço livre permite que o combustível se expanda quando a temperatura aumenta, evitando uma subida excessiva da pressão dentro do depósito. É uma regra de segurança própria deste tipo de combustível e faz parte do funcionamento normal do sistema.
Assim, usar luvas ao abastecer GPL não é obrigatório, mas é uma prática aconselhada. Trata-se de uma medida simples que ajuda a evitar queimaduras pelo frio e a tornar o abastecimento mais seguro, sobretudo no momento de retirar a pistola da bomba.
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