Portugal prepara-se para a próxima mudança de hora. Na madrugada de 29 de março, os relógios em Portugal continental e na Madeira serão adiantados uma hora. Nos Açores, a alteração acontece à meia-noite. A medida marca o regresso do horário de verão, que retira uma hora de sono, mas prolonga a luz natural ao final do dia.
Para muitas pessoas, o impacto não se resume ao simples gesto de acertar o relógio. De acordo com o Notícias ao Minuto esta alteração pode interferir temporariamente com o ritmo circadiano, o sistema interno que regula o ciclo entre sono e vigília. A mesma fonte explica que o organismo pode reagir como se estivesse perante um pequeno jet lag, exigindo alguns dias para recuperar o equilíbrio.
Uma mudança que o corpo sente
O horário de verão é frequentemente associado a dias mais longos e a mais tempo de luz natural, sobretudo ao final da tarde. Ainda assim, a transição pode provocar alguns efeitos no organismo, sobretudo nos primeiros dias após a mudança.
O relógio biológico humano funciona como um mecanismo interno que coordena várias funções do corpo. Entre elas estão o sono, o nível de energia ao longo do dia, o apetite e até o estado de humor. Quando a hora oficial muda de forma repentina, esse sistema precisa de reajustar-se.
Durante esse período de adaptação, é relativamente comum sentir maior dificuldade em adormecer ou acordar. Algumas pessoas podem também notar um aumento do cansaço ou pequenas alterações no apetite, sinais de que o organismo ainda está a procurar sincronizar-se com o novo horário.
Pequenos ajustes antes da mudança
Apesar de a alteração só ocorrer no final de março, há quem defenda que a preparação pode começar antes. Uma das estratégias mais simples passa por ajustar gradualmente a hora de acordar.
Antecipar o despertador cerca de 15 minutos por dia é uma forma de facilitar a adaptação. Este processo gradual permite que o corpo se habitue à nova rotina de forma progressiva, reduzindo o impacto quando a mudança ocorrer.
Criar um ambiente favorável ao descanso é outro elemento importante. Um quarto escuro, silencioso e livre de distrações tende a favorecer um sono mais regular. Práticas como exercícios de respiração ou momentos de relaxamento antes de dormir podem igualmente ajudar a tornar a transição mais suave.
A exposição à luz natural nas primeiras horas da manhã também desempenha um papel relevante. A luz solar contribui para regular o ritmo circadiano e pode ajudar o organismo a ajustar-se mais rapidamente.
Hábitos que podem ajudar na adaptação
Algumas rotinas diárias podem fazer diferença durante este período. Manter uma alimentação equilibrada e garantir uma boa hidratação são fatores frequentemente apontados como importantes para o bem-estar geral.
Evitar bebidas estimulantes perto da hora de dormir é outra recomendação comum. Café e outras fontes de cafeína podem interferir com o descanso quando consumidos demasiado tarde. A prática regular de exercício físico também pode contribuir para melhorar a qualidade do sono.
As sestas durante o dia podem ser uma opção, desde que sejam curtas e não ocorram demasiado tarde, para não comprometer o descanso noturno.
Segundo o Notícias ao Minuto, o mais importante é compreender que o corpo pode precisar de algum tempo para se ajustar. Sensações de cansaço ou de ligeiro desfasamento nos primeiros dias são normais e tendem a desaparecer à medida que o organismo se adapta ao novo horário.















