A motorista do autocarro envolvido no acidente que provocou duas mortes em Agualva-Cacém, no concelho de Sintra, poderá ter confundido o acelerador com o travão ou carregado inadvertidamente no acelerador depois de se desequilibrar. As circunstâncias continuam a ser investigadas pelas autoridades, numa altura em que a maioria dos feridos já teve alta hospitalar.
O acidente ocorreu na terça-feira, 7 de julho, numa zona movimentada junto ao terminal rodoviário de Agualva-Cacém. Duas mulheres morreram e 16 pessoas ficaram feridas depois de um autocarro da Carris Metropolitana se ter despistado e avançado contra um pilar, onde estavam as vítimas mortais.
Duas versões sobre o momento do acidente
Segundo a CNN Portugal, a motorista, uma mulher de 28 anos, terá perdido o equilíbrio enquanto corrigia o número da linha no letreiro frontal do autocarro, depois de ter sido alertada por um passageiro. Nessa sequência, terá carregado inadvertidamente no acelerador, fazendo com que o veículo avançasse de forma descontrolada.
A carreira 1222 da Carris Metropolitana tinha chegado pouco antes das 9h30 ao túnel do terminal rodoviário e encontrava-se na paragem número 5. O autocarro já tinha recolhido passageiros e preparava-se para iniciar uma nova viagem quando ocorreu o despiste.
O Correio da Manhã avança, por sua vez, uma versão ligeiramente diferente, segundo a qual a condutora se terá enganado e trocado os pedais, confundindo o acelerador com o travão. As duas versões apontam para um possível erro no momento imediatamente anterior ao avanço do autocarro, mas a investigação ainda não confirmou oficialmente a causa do acidente.
A motorista ficou em estado de choque e teve de ser assistida depois do acidente, por se encontrar “muito alterada”. Até ao momento, ainda não terá sido formalmente inquirida pelos inspetores da Polícia Judiciária. Em causa poderão estar dois crimes de homicídio por negligência, embora a investigação continue em curso.
Feridos assistidos em unidades hospitalares
A Unidade Local de Saúde do Amadora-Sintra informou, na noite de terça-feira, que 12 das 15 vítimas transportadas para aquela unidade hospitalar já tinham tido alta. Os restantes três utentes permaneciam em observação no Serviço de Urgência Geral do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca.
O outro ferido foi encaminhado para o Hospital São Francisco Xavier. De acordo com a informação disponível, os ferimentos foram considerados ligeiros, tal como aconteceu com os restantes passageiros assistidos após o acidente.
Vítimas mortais tinham 18 e 60 anos
As vítimas mortais foram inicialmente indicadas como tendo entre 30 e 40 anos, mas essa informação acabou por não se confirmar. Uma das mulheres tinha 60 anos e era de nacionalidade portuguesa. A outra vítima era uma jovem de 18 anos, de nacionalidade cabo-verdiana, natural de Santa Cruz, na ilha de Santiago.
O acidente continua a provocar comoção em Sintra e também nas redes sociais, onde muitos utilizadores lamentam a morte das duas mulheres e questionam as condições do local onde ocorreu o despiste. As autoridades deverão agora apurar se o acidente resultou de erro humano, falha mecânica ou de outras circunstâncias ainda por esclarecer.













