Já foi há mais de uma semana que um apagão elétrico afetou toda a Península Ibérica, mas só agora se ficaram a conhecer alguns números sobre o impacto do fenómeno no nosso país. Os aeroportos portugueses cancelaram centenas de voos e milhares de passageiros ficaram em terra sem saber o que fazer. Alguns dias depois chegaram os dados que revelam quantos voos da TAP foram cancelados na segunda-feira, dia 28 de abril.
Cancelamentos e atrasos afetaram a operação da TAP
A TAP viu-se obrigada a cancelar 156 voos na sequência do apagão elétrico que afetou a Península Ibérica e parte de França na segunda-feira, dia 28 de abril. A informação foi confirmada numa mensagem interna enviada pelo presidente executivo da companhia aérea, Luís Rodrigues, aos trabalhadores.
De acordo com a nota citada pela Lusa, além dos voos cancelados, 23 partidas registaram atrasos superiores a duas horas, três voos tiveram de ser desviados e outros 16 foram reprogramados para minimizar o impacto nos passageiros. O responsável sublinhou a resposta “exemplar” da companhia num cenário descrito como de “elevada complexidade e imprevisibilidade”.
Recuperação da fiabilidade em tempo recorde
A falha elétrica comprometeu o controlo do tráfego aéreo e as operações em vários aeroportos, com especial incidência no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Este aeroporto, por ser um importante hub da TAP, foi um dos mais afetados pelas perturbações.
Luís Rodrigues destacou que, apesar dos desafios, a TAP conseguiu, em apenas 24 horas, recuperar a fiabilidade da sua operação regular. Segundo o presidente executivo, esta resposta rápida teve como foco principal o cliente e a minimização dos transtornos causados.
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Plano de proteção para os passageiros afetados
Para proteger os passageiros afetados, a companhia implementou um plano que inclui o aumento da capacidade de voo. Esta medida envolveu o aluguer de aviões completos com tripulação, manutenção e seguro (ACMI), bem como a realização de voos extra com a frota própria da TAP.
O objetivo passou por assegurar que todos os passageiros atingidos pelas perturbações pudessem “alcançar os seus destinos finais” na mesma semana, apesar dos constrangimentos registados no dia em que ocorreu o fenómeno.
Agradecimento aos trabalhadores da companhia
Na comunicação dirigida aos trabalhadores, o presidente da TAP não deixou de agradecer o contributo das equipas envolvidas, realçando a “importância crítica de um centro de operações robusto, resiliente e capacitado para sobreviver” às adversidades.
Rodrigues aproveitou para enaltecer o papel do Centro de Operações Integrado (IOC) da companhia aérea, que, segundo afirmou, assegurou a manutenção plena da sua atividade durante a crise elétrica, sem qualquer interrupção operacional.
Investimento em infraestrutura e recursos humanos
O responsável atribuiu este desempenho ao “investimento contínuo em capital humano, infraestrutura tecnológica e processos”, fatores que, segundo a TAP, foram determinantes para que o IOC mantivesse a sua eficácia mesmo perante um evento externo de grande escala.
O apagão, que afetou largamente as operações aeroportuárias, surge como um teste à resiliência da companhia aérea, que já conseguiu restabelecer o normal funcionamento das suas ligações e continua a implementar medidas para minimizar os efeitos nas próximas semanas.
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